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Nações Unidas marcam Dia Mundial contra o Trabalho Infantil BR

Primeiro plano da mão suja de uma criança estendida em direção à câmera.
Unsplash/Atlas Green A África Subsaariana tem a maior proporção de crianças trabalhando em condições perigosas

Nações Unidas marcam Dia Mundial contra o Trabalho Infantil

Cultura e educação

A região com maior prevalência é a África com 20% de todas as crianças nessa condição; em todo o mundo pelo menos 160 milhões de menores são forçados a trabalhar e alguns com até cinco anos de idade.

Este 12 de junho, a comunidade internacional se une para dizer não ao trabalho infantil. Apesar de uma redução substantiva do número de crianças que trabalham, nas últimas duas décadas, o avanço foi prejudicado no período de 2016 a 2020.

Atualmente, 160 milhões de meninas e meninos trabalham. E alguns com até cinco anos de idade.

Um jovem sírio trabalha numa oficina, manuseando uma peça de metal.
© Unicef/Alessio Romenzi Menino de 13 anos trabalha em uma oficina mecânica na Síria

Luta conta a pobreza

Neste Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, as Nações Unidas e seus parceiros focam no tema de mais investimentos em proteção social e sistemas que protejam as crianças da prática.

Segundo a ONU, sistemas de proteção social oferecidos pelos governos são essenciais para lutar contra a pobreza e a precariedade erradicando e prevenindo o trabalho infantil.

A proteção social aliás é um direito humano e uma política poderosa para evitar que as famílias tenham que lançar mão do trabalho infantil em momentos de crise.

Em 2020, por exemplo, durante e antes da pandemia, apenas 46,9% da população global eram, efetivamente, cobertas por pelo menos um benefício de previdência social.  E os 53,1% restantes, um total de 4,1 bilhões de pessoas, estavam totalmente desprotegidos.

Uma criança pequena carrega um grande feixe de gravetos na cabeça ao longo de uma estrada lamacenta na República Democrática do Congo.
© Unicef/Roger LeMoyne Criança carrega feixes de gravetos ao longo da estrada na República Democrática do Congo

Choques econômicas, educação em casa

Segundo as Nações Unidas, a proteção para menores é ainda menor. Quase três quartos das crianças, ou 1,5 bilhão, não têm qualquer amparo social.

Para marcar este Dia Mundial, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, devem se concentrar no relatório apresentado na 5ª. Conferência Global sobre Trabalho Infantil, realizada em maio, com números sobre estudos conduzidos desde 2010.

Ali, são analisados casos de proteção social e como as famílias estão enfrentando os choques econômicos e de saúde e ao mesmo tempo combatendo o trabalho de crianças e promovendo a educação em casa.

A OIT lembra que muitos menores têm formas de trabalho pago ou não remunerado em todo o mundo que não são prejudiciais a elas. Mas quando uma criança é muito pequena para trabalhar ou desempenha atividades que são danosas a ela ou podem comprometer seu desenvolvimento físico, mental, social ou educacional, aí sim fica caracterizado o trabalho infantil.

Duas crianças pequenas trabalham em uma mina de granito em Pissy, Burkina Faso, quebrando pedras com martelos.
© Unicef/Frank Dejongh Crianças trabalham em uma mina de granito em um subúrbio de Ouagadougou, Burkina Faso.

Américas e África

Nos países menos desenvolvidos, mais de uma em quatro crianças entre 5 e 17 anos é vítima do trabalho infantil, que é considerado prejudicial a sua saúde e desenvolvimento.

A África é a região com o maior número de casos de menores nessa situação. São 20% ou 72 milhões de crianças trabalhando. Asia e Pacífico aparecem em segundo lugar com 7% de todos os menores e 62 milhões, em termos absolutos, nessas condições.

Juntas as regiões da Asia-Pacífico e da África concentram quase nove de cada 10 casos de trabalho infantil no mundo. O resto das notificações vem das Américas com 11 milhões, Europa e Ásia Central com 6 milhões, e os Estados Árabes com 1 milhão.

Em termos de incidência, 5% dos menores trabalhando estão nas Américas, 4% na Europa e Ásia Central e 3% dos países árabes.

Ainda que a porcentagem de menores no trabalho seja mais alta em países de renda baixa, os números são maiores em nações de renda média. São 9% de todas as crianças nos países de renda média baixa no trabalho infantil e 7% de todos os menores em nações de renda média alta.