Com apoio da ONU, ucranianos começam a ser retirados da usina de Azovstal
BR

1 maio 2022

Organização e Cruz Vermelha criam passagem segura para evacuação de mulheres, crianças e idosos, que estavam sitiados há quase dois meses; medida é coordenada com países em conflito; no Senegal, secretário-geral António Guterres destacou que guerra está piorando uma crise tripla de alimentos, energia e financeira na África. 

O Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, anunciou neste domingo que uma passagem segura foi criada para evacuar civis da siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, na Ucrânia. 

Segundo o porta-voz Saviano Abreu, a retirada de mulheres, crianças e idosos é coordenada pelas Nações Unidas e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, além das partes em conflito, Rússia e Ucrânia. 

Apoio psicológico

Homem segura cachorro enquanto passa por casa danificada após bombardeio em Mariupol, no sudeste da Ucrânia
© UNICEF/Evgeniy Maloletka
Homem segura cachorro enquanto passa por casa danificada após bombardeio em Mariupol, no sudeste da Ucrânia

Essas pessoas estavam há quase dois meses sitiadas na fábrica de aço e agora seguem para a cidade de Zaporiska, onde receberão apoio humanitário, incluindo serviços psicológicos. 

A operação começou na sexta-feira, quando um comboio da ONU e da Cruz Vermelha viajou 230 km desde Zaporizka até chegar à siderúrgica em Mariupol no sábado pela manhã.

Segundo o porta-voz do Ocha, a operação continua em andamento, mas não seriam divulgados mais detalhes para garantir a segurança de todos os civis e trabalhadores humanitários. 

Visita à África

Guterres visitou neste domingo o Instituto Pasteur em Dacar, no Senegal, ao lado do presidente Macky Sall.
Foto: UN Photo/Eskinder Debebe
Guterres visitou neste domingo o Instituto Pasteur em Dacar, no Senegal, ao lado do presidente Macky Sall.

A ONU continua trabalhando pela saída segura dos civis que estão na cidade de Mariupol. O secretário-geral está no Senegal e na noite deste domingo, falou com jornalistas na capital Dacar, ao lado do presidente Macky Sall.

António Guterres afirmou que a “guerra na Ucrânia está agravando uma crise tripla na África”, nos setores financeiro, de energia e de alimentação. Esta é a primeira vez que o chefe da ONU vai à África desde o início da pandemia de Covid-19. Nesta semana, Guterres visitará ainda Níger e Nigéria. 
 

 

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