ONU lança portal exclusivo para monitorar fluxo de refugiados da Ucrânia
BR

2 março 2022

Site criado pelo Acnur contém últimas estatísticas sobre civis que fogem da ofensiva militar russa; até a manhã, desta quarta-feira, portal já tinha registrado quase 875 mil refugiados. 

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, ativou nesta quarta-feira um portal com dados exclusivos sobre a situação de refugiados da Ucrânia. A plataforma online havia registrado, até a manhã deste 2 de março, quase 875 mil civis que abandonaram o país devido à ofensiva militar russa.  

Migrantes na Ucrânia  

Menina de 7 anos em abrigo em Lviv, oeste da Ucrânia.
Foto: © UNICEF/Kostiantyn Golinchenko
Menina de 7 anos em abrigo em Lviv, oeste da Ucrânia.

Cerca de 52% dos ucranianos buscaram refúgio na Polônia, enquanto o restante alcançou outros países como Hungria, Moldávia, Eslováquia, Romênia e até a Rússia.  

Além do Acnur, outras agências humanitárias da ONU estão ampliando a resposta a esta crise, que poderá vir a ser o maior fluxo de refugiados do século na Europa, segundo o chefe do Acnur, Filippo Grandi.  

A Organização Internacional para Migrações, OIM, calcula que mais de 470 mil pessoas de outras nacionalidades estão na Ucrânia, tentando sair do país, incluindo estudantes e trabalhadores migrantes. 

Solidariedade 

Família espera trem para sair de Lviv, oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia.
Foto: © UNICEF/Viktor Moskaliuk
Família espera trem para sair de Lviv, oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia.

Na terça-feira, no lançamento do apelo financeiro de US$ 1,7 bilhão para a Ucrânia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou ser importante que a solidariedade ao povo que está deixando a Ucrânia seja estendida “sem discriminação por raça, religião ou etnia”.  

A OIM revela que pelo menos 6 mil migrantes já chegaram a Moldávia e Eslováquia, sendo que vários países já pediram a assistência da organização para retornar seus cidadãos para África, Oriente Médio e Ásia. 

Mais de 50 pessoas da Tunísia que estavam na Ucrânia, por exemplo, conseguiram chegar à Moldávia e estão recebendo o apoio da OIM para que possam alcançar a Romênia antes de pegarem um voo fretado até seu país de origem.  

 

 

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