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57 países já detectaram linhagem BA.2 da variante Ômicron BR

Pessoas aguardando na fila fora de uma farmácia em Roma, Itália, para realizar um teste de COVID-19.
Foto: Unsplash/Gabriella Clare Marino Italianos esperam em fila para realizar teste de Covid-19.

57 países já detectaram linhagem BA.2 da variante Ômicron

Saúde

OMS destaca aumento de 50% dos casos com a subvariante nas últimas seis semanas e agência pede que investigações sobre transmissibilidade continuem; primeira variante, Alpha, está praticamente fora de circulação; total de mortes no Brasil sobe 88% em apenas uma semana. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou nesta quarta-feira o balanço semanal sobre a transmissão do coronavírus pelo mundo. Segundo a agência da ONU, entre os dias 24 e 30 de janeiro, o total de casos de Covid-19 continuaram iguais ao da semana anterior, com 22 milhões registrados. Mas o total de mortes subiu 9%, com 59 mil pacientes que não sobreviveram. 


O destaque do boletim desde 2 de fevereiro vai para a variante Ômicron, que continua se espalhando com rapidez e representando quase 94% dos novos casos registrados no mundo. Segundo a OMS, as primeiras variantes, Alpha e Beta, que surgiram há dois anos, representam menos de 0,1% dos casos atuais. 


Subvariante é novo foco 

Os funcionários de equipamentos de proteção trabalham em uma linha de produção de vacinas contra a COVID-19 em uma instalação em Pune, na Índia, como parte da iniciativa COVAX liderada pela UNICEF para entregar vacinas aos países de baixa e média renda.
Foto: © UNICEF/ Dhiraj Singh Produção de vacina contra a Covid-19 na Índia.


A agência revela também que a sublinhagem BA.2 da variante Ômicron já foi confirmada em 57 países, sendo diferente da BA.1 em relação às mutações e atuação na proteína spike. 


Nas últimas semanas, a presença da subvariante BA.2 da Ômicron subiu 50% em vários países. A OMS pede mais investigações sobre as características da BA.2, com o objetivo de se conhecer melhor sua transmissibilidade, seu escape imunológico, suas propriedades e virulência. 


Um outro destaque da agência da ONU vai para as Américas, que foi a única região do mundo onde os novos casos de Covid-19 diminuíram na última semana, uma queda de 20%.


Casos e mortes no Brasil 

Profissionais de saúde usando máscaras faciais e carregando uma caixa térmica vermelha saem de um prédio no Brasil durante uma campanha de vacinação contra a COVID-19 para populações vulneráveis.
Opas/Ivve Rodrigues No Brasil, profissionais de saúde estão administrando vacinas contra Covid-19 em moradores de rua, como parte de uma campanha de vacinação em massa


Estados Unidos e Brasil foram os dois países da região que reportaram as maiores altas de novos casos e de mortes. No Brasil, foram mais de 1,2 milhão de pessoas a mais que contraíram Covid-19 entre 24 e 30 de janeiro, um aumento de 56%. No mesmo período, 3,3 mil pessoas morreram pela doença, uma alta de 88% em relação à semana anterior. 


A nível regional, aumento de novos casos foram registrados no Pacífico Oeste, com 37% a mais; no leste do Mediterrâneo, com 24% a mais e na Europa, com alta de 7%. Na África, o índice de novos casos continuou similar à semana anterior. 


Até o dia 30 de janeiro, foram notificados no mundo todo um total de 370 milhões de casos confirmados de Covid-19 e mais de 5,6 milhões de mortes.