OMS: Europa pode registrar 2 milhões de mortes por Covid-19 até março de 2022
BR

23 novembro 2021

Organização Mundial da Saúde alerta para alta de óbitos na região destacando domínio da variante Delta, altamente transmissível; agência incentiva vacinação e medidas preventivas para conter o avanço da doença.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou a importância de medidas firmes para conter o avanço da Covid-19 no continente, que pode chegar a marca de mais de 2 milhões de mortes até março de 2022.

De acordo com a entidade, a região registrou aproximadamente 4,2 mil mortes por dia no último mês, dobrando os índices de setembro.

Cientista testa amostras de Covid-19 em um laboratório em Serra Leoa
OMS
Cientista testa amostras de Covid-19 em um laboratório em Serra Leoa

Alertas

A OMS também alerta para uma possível lotação de hospitais e unidades de tratamento intensivo em diversos países.

O diretor regional da agência, Hans Kluge, reforçou a necessidade de continuar a vacinação, inclusive com doses de reforço onde estiverem disponíveis, e seguir com medidas preventivas, como uso de máscaras e distanciamento social.

Segundo a OMS, a presença da variante Delta, altamente transmissível, já é dominante na Europa e é um dos principais fatores no aumento de casos.

O afrouxamento da obrigatoriedade do uso de máscara em lugares públicos e o alto número de pessoas não vacinadas também contribuem para o avanço da doença.

Hans Kluge fez apelo para que a população se vacine e adote as práticas preventivas para evitar novos confinamentos e fechamentos de escolas.

Ele recorda que os períodos de quarentena tiveram importantes impactos negativos na saúde mental e na economia dos países europeus.

Cerca de 82 nações provavelmente não atingirão a meta global da OMS de garantir 40% de cobertura de imunizantes em 2021
ONU Moldávia
Cerca de 82 nações provavelmente não atingirão a meta global da OMS de garantir 40% de cobertura de imunizantes em 2021

Vacinação

Mais de um bilhão de doses foram administradas na Europa, com a cobertura vacinal chegando a 53,5%.

No entanto, a OMS afirma que ainda há diferenças entre os países, já que algumas nações imunizaram menos de 10% e outras superam a marca de 80% da população total.

A agência destaca que as vacinas são vitais para prevenir casos graves e são eficazes para diversas variantes. Por isso, as doses de reforço são recomendadas para seguir protegendo os mais vulneráveis, incluindo os imunocomprometidos.

Com base no contexto nacional de disponibilidade da dose da vacina e nos números de contágio da Covid-19, os governos também podem considerar a terceira dose para pessoas maiores de 60 anos e profissionais de saúde.

A coordenadora interina da ONU no Brasil reiterou o apoio às medidas de combate à doença como distanciamento social, lavagem de mãos e uso de máscaras
Acnur/Lucas Novaes
A coordenadora interina da ONU no Brasil reiterou o apoio às medidas de combate à doença como distanciamento social, lavagem de mãos e uso de máscaras

Precaução

A OMS reforça que hábitos como limpeza regular das mãos, distanciamento físico, uso de máscara, e a boa ventilação de ambientes provou ser eficaz para prevenir a transmissão do vírus.

De acordo com a OMS, a máscara é capaz de reduzir em mais da metade a incidência do coronavírus. Assim, se 95% da população aderir, a estimativa é que mais de 160 mil mortes poderiam ser evitadas até março do próximo ano.

Atualmente, dados apontam que apenas 48% da população europeia usa máscara ao sair de casa.

Com a chegada do inverno e da temporada de festas de fim de ano, aumenta o tempo das pessoas em ambientes fechados e a reunião de pessoas. Assim, a OMS reforça que o auto isolamento e testagem auxiliam na proteção de todos contra o vírus.

 

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