Economia global terá o crescimento mais rápido em 50 anos
BR

15 setembro 2021

Unctad divulga relatório Comércio e Desenvolvimento 2021, com previsão de subida de 5,3% para este ano; crescimento econômico no Brasil será pequeno, enquanto recuperação na zona do Euro decepciona.  

A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, lançou esta quarta-feira, em Genebra, o Relatório Comércio e Desenvolvimento 2021, confirmando que a economia global terá uma recuperação de 5,3% este ano, a aceleração mais rápida em 50 anos.  

Mas segundo a Unctad, essa recuperação é bastante desigual entre as regiões. A entidade prevê desaceleração do crescimento no próximo ano, especialmente se os formuladores de políticas aceitarem “pedidos equivocados por desregulamentação e austeridade”. 

Trabalhadoras em fábrica de sapatos.
OIT/Marcel Crozet
Trabalhadoras em fábrica de sapatos.

Desempenho do Brasil  

A Unctad prevê ainda que “irá levar vários anos até que o mundo se recupere das perdas causadas com o choque da Covid-19".   

O relatório aponta que no Brasil, o crescimento será ligeiramente maior do que o PIB de 2019, graças aos efeitos positivos da alta nas exportações de commodities e de um estímulo fiscal maior do que os do México e da Argentina.  

Sobre a Europa, a Unctad considera que a recuperação econômica está “decepcionando”, apesar de políticas monetárias adotadas pelos governos da zona do Euro, que para a agência foram poucas e chegaram muito tarde.  

Mangas e outras frutas em uma feira livre em São Paulo, no Brasil
© FAO/Miguel Schincariol
Mangas e outras frutas em uma feira livre em São Paulo, no Brasil

Falta de vacinas  

O relatório informa que muitos países do eixo Sul foram atingidos de forma mais severa que durante a crise financeira global e agora, com uma dívida ainda mais pesada, estão com pouco espaço para políticas fiscais.  

A falta de autonomia fiscal e de acesso às vacinas prejudica muitas economias em desenvolvimento, ameaçando a chegada de outra “década perdida”.  

Apesar das tendências de inflação, a Unctad acredita que a alta no preço dos alimentos poderá ser uma séria ameaça a populações vulneráveis do Sul, que já têm a economia enfraquecida pela crise de saúde.  

A secretária-geral da Unctad, Rebeca Grynspan, declarou que “essas lacunas, tanto domésticas quanto internacionais, são um lembrete de que se algumas condições permanecerem, a resiliência e os luxos obtidos com o crescimento serão aproveitados por cada vez menos pessoas privilegiadas”.  

A Unctad faz uma série de recomendações, incluindo cancelamento da dívida em alguns casos, redefinição de políticas fiscais e maior apoio na entrega de vacinas aos países em desenvolvimento.  

 

 

 

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