ONU pede à Argentina e ao Reino Unido para retomarem diálogo sobre Ilhas Malvinas ou Falkland
BR

25 junho 2021

Para a organização, a solução pacífica é a única forma de resolver a controvérsia sobre a soberania do arquipélago; na reunião na Assembleia Geral, vários países latino-americanos incluindo o Brasil manifestaram apoio à Argentina.

O Comitê Especial de Descolonização da ONU debateu na quinta-feira a questão da soberania das Ilhas Malvinas ou Falkland numa sessão em Nova Iorque.

No encontro, foi pedido à Argentina e ao Reino Unido para retomarem o diálogo e “encontrarem o mais rapidamente possível uma solução pacífica” para a disputa, que levou os dois países a uma guerra em 1982.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Carlos Solá, que disse que seu país está disposto a negociar a soberania das ilhas
ONU/Mark Garten
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Carlos Solá, que disse que seu país está disposto a negociar a soberania das ilhas

Moradores

A resolução, adotada por consenso, reiterou que a forma de acabar com a “situação particular colonial” do arquipélago é por meio de uma solução negociada da controvérsia.

O texto apoiado por Bolívia, Cuba, Chile, Equador, Nicarágua e Venezuela lamenta que apesar do amplo respaldo internacional, inúmeras resoluções da Assembleia Geral sobre o tema ainda não foram implementadas.

Moradores das ilhas e autores de petições de ambos os lados: argentino e britânico apresentaram suas razões ao Comitê para advogar que a soberania do arquipélago seja conferida a um ou outro país. 

Participou da sessão, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Carlos Solá, que disse que seu país está disposto a negociar a soberania das ilhas. 

Componente militar

Segundo ele, o Reino Unido estaria pretendendo desconhecer os chamados da ONU ao diálogo por “amparar-se num suposto direito à livre autodeterminação” dos moradores do arquipélago. 

E que somente quando os residentes decidissem pelas negociações é que o Reino Unido se posicionaria.

Para o chanceler argentino, a presença britânica no Atlântico Sul “com uma base de 2 mil pessoas com elementos nucleares” tem um componente militar sem “razão de ser”.

Já o embaixador do México na ONU, Ramón de la Fuente, falou em nome da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, Celac, apoiando ao que chamou de “legítimos direitos” da Argentina no tema e defendeu a retomada do diálogo entre os governos de Buenos Aires e Londres.

Em 2013, foi realizado um plebiscito nas Ilhas Malvinas ou Falkland para decidir sobre o status do arquipélago. 

Mais de 90% dos eleitores compareceram às urnas e deste total 99,8% votaram a favor de permanecer associados ao Reino Unido. 
 

 

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