ONU determinada a promover estabilização política na República Centro-Africana 
BR

7 junho 2021

Chefe das Operações de Paz fala à ONU News em visita oficial ao país; Jean-Pierre Lacroix realça importância de condições de trabalho para tropas de paz em clima livre de ameaças e outros obstáculos; forças portuguesas comandam atuação da ONU e da União Europeia para treino militar e capacitação. 

O Conselho de Segurança se reúne esta segunda-feira para debater a situação na parte central da África.  

A sessão inclui o mais recente relatório do secretário-geral sobre a Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, e destaca a visita oficial ao país do chefe das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e representantes de outras organizações como União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Central, Ceeac, e a União Europeia, UE. 

Processo de paz 

O grupo se reuniu com o presidente centro-africano, Faustin Archange Touadera, e outras autoridades que participam no diálogo sobre o processo de paz. 

Soldados de paz pefilados em formatura de guarda de honra na base da Minusca em Bangui, na República Centro-Africana
Minusca/Leonel Grothe
Soldados de paz pefilados em formatura de guarda de honra na base da Minusca em Bangui, na República Centro-Africana

 

O chefe de Comunicações da Missão da ONU no país, Vladimir Monteiro, conversou com o chefe do Departamento de Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, sobre o trabalho Minusca. Ele disse que a aposta da organização e parceiros é seguir atuando na nação africana. 

“Nossas organizações estão presentes aqui faz muitos anos. Isso significa que temos uma determinação comum de continuar. Mas é muito importante ter neste país as condições necessárias para continuar. Isso significa que os colegas precisam trabalhar num clima sem ameaças e outros obstáculos. Nesse ponto de vista, nós pensamos que o que disse publicamente o presidente da República, sobre a continuação da presença das nossas organizações da República Centro-Africana, que ele as apoia as nossas atividades, tudo isso for muito importante para nós”. 

O governo informou que quer fortalecer e revigorar a cooperação com seus parceiros. Além da situação de segurança e do processo de paz, a campanha dirigida a alguns parceiros, incluindo a Missão da ONU no CAR. A embaixadora responsável da UE pela Política Externa para África, Rita Laranjinha, disse que continuará o auxílio multifacetado que também envolve a componente portuguesa. 

Treino 

“A União Europeia também começou a atuar no domínio do treino e da capacitação das forças de segurança da República Centro-Africana. Temos aqui duas missões. Chamamos UTM, portanto de treino militar, e de UAM, mais uma missão de capacitação, que vem ao longo dos anos formando a militares aqui na RCA. E como estamos aqui a falar português, interessa talvez dizer que neste momento tanto a UTM como a UAM são chefiados por militares.” 

O país registra uma notável diminuição da violência, mas combates esporádicos continuam a criar insegurança e deslocamento.  

Em finais de abril, combates entre o governo e grupos da oposição forçaram mais de 2 mil civis a fugir para o Chade no Norte. A Minusca enviou 300 soldados para proteger os civis na cidade de Bakouma, no leste, após ação de grupos armados que destruíram a infraestrutura local, impedindo o acesso à cidade.  

Auxílio  

A situação humanitária é considerada frágil, com quase 2,8 milhões de pessoas precisando de assistência humanitária e proteção. O número corresponde a 57% da população centro-africana. 

Agências da ONU estimam que 47% da população sofre de insegurança alimentar. Pelo menos 2.290.000 pessoas que vivem principalmente em áreas rurais e precisam de apoio urgente. 

Sala do Conselho de Segurança da ONU
ONU/Manuel Elias
Sala do Conselho de Segurança da ONU

 

 

 

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