Dia das Habilidades dos Jovens é celebrado em meio a desafios da pandemia
BR

15 julho 2020

Portugal é um dos organizadores de um debate na internet sobre qualificação da juventude; antes da crise, desemprego nesta faixa etária era três vezes mais provável que entre os adultos. 

Este 15 de julho é o Dia Mundial das Habilidades dos Jovens. Este ano, as celebrações nas Nações Unidas são lideradas por Portugal e Sri Lanka.

Com a pandemia, a juventude se viu cercada de desafios que vão de barreiras desde o relacionamento social, por causa do confinamento, à alta do desemprego. 

Enviada para a juventude, Jayathma Wickramanayake, participa no debate virtual que marca o dia, ONU/Mark Garten

Mudanças

Antes da crise, os jovens de 15 a 24 anos já tinham três vezes mais chances de ficar desempregados que os adultos. Agora, mais de um em cada 6 está desempregado devido à Covid-19. 

Portugal está realizando um debate virtual para refletir sobre o mundo pós-Covid-19. Para a ONU, quando a juventude for chamada para ajudar no processo de recuperação, ela precisa estar preparada para lidar com os desafios de forma resiliente e se adaptar às mudanças.

O evento também está sendo apoiado pela Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Organização Mundial do Trabalho, OIT, e pela enviada do secretário-geral para a Juventude, Jayathma Wickramanayake. 

O debate contará com um painel conduzido, inteiramente em língua portuguesa, do qual participa a representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, além de integrantes de Cabo Verde, Portugal e outros países. O tema é “Tecnologia e Ensino Superior: Pesquisa e Educação Virtual no Novo Normal”.

Num outro debate que também contou com a participação da Unesco sobre mobilização de jovens na sociedade, a chefe da agência no Brasil, Marlova Noleto, explicou a importância do diálogo e da diversidade.

 

Todos os níveis

Com a pandemia e o fechamento das escolas, mais de 1 bilhão de alunos no mundo foram afetados. A Unesco calcula que cerca de 70% dos estudantes sejam atingidos de uma forma ou de outra em todos os níveis de aprendizado.

Os participantes também devem abordar alternativas para combater o aumento do desemprego jovem, que afeta países de rendas alta e baixa.

Dados da ONU indicam que o número de jovens que não trabalham, nem estudam ou não estão em formação técnica está crescendo desde 2017. Três em cada quatro são mulheres. 

Economias

Em 2016, havia 259 milhões de jovens nesta situação, cerca de 20% da população.  

No ano passado, o número subiu para de 267 milhões e deve chegar a 273 milhões em 2021. 

Enquanto a população jovem cresceu 139 milhões entre 1997 e 2017, a força de trabalho juvenil encolheu 58,7 milhões.  

Quase dois em cada cinco trabalhadores jovens de economias emergentes e em desenvolvimento vivem com menos de US$ 3,10 por dia. 

Neste Dia Mundial das Habilidades dos Jovens, as Nações Unidas também destacam a importância do ensino técnico e formação profissional. 

Cursos a distância

Segundo a organização, este tipo de educação tem várias vantagens, como maior capacidade de resposta às mudanças, aumento da produtividade e salários, redução de barreiras, certificação de capacidades e desenvolvimento de pessoas com baixa qualificação ou desempregadas. 

A ONU diz que este tipo de ensino mostra sua importância há mais de 100 anos. Em 1910, por exemplo, a Austrália foi atingida por uma epidemia de febre tifoide. 

Na altura, o país introduziu seus primeiros cursos a distância para treinar inspetores de saúde devido à necessidade urgente. 

Lembre a visita de alunos do Colégio Militar do Brasil à sede da ONU em Nova Iorque:

 

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