ONU quer mulheres líderes na recuperação da crise provocada por pandemia
BR

14 julho 2020

Vice-secretária-geral reuniu chefes de Estado e Governo e ativistas internacionais incluindo a moçambicana, Graça Machel; Amina Mohammed diz que a liderança feminina responde melhor à crise; evento “As Mulheres Levantam-se por Todos” acontece após lançamento online.

As Nações Unidas estão investindo na força das mulheres para buscar soluções que levem o mundo a se recuperar da crise global causada pela pandemia.

Nesta terça-feira, a vice-secretária-geral abriu um evento com várias ativistas e líderes incluindo a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, a atual presidente da Suíça, Simonetta Sommaruga, e a ex-presidente da Libéria e Prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson Sirleaf, além de outras mulheres.

Amina Mohammed no lançamento do evento. Foto ONU/Eskinder Debebe

Valores

Para Amina Mohammed, elas devem inspirar ações que levem o mundo a reemergir da crise melhor e mais forte. 

A iniciativa quer engajar mulheres em níveis locais e global para incorporar os valores da ONU na resposta à Covid-19.

O evento “As Mulheres Levantam-se por Todos” ocorre após o lançamento digital da proposta. Uma das participantes é a defensora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ativista moçambicana, Graça Machel. 

Graça Machel acredita que as mulheres têm que liderar e redefinir a razão da vida humana. Segundo ela, cabe às líderes agora apresentar estratégias e redesenhar o mundo na resposta à crise da Covid-19, que para Machel, foi gerada pelas mãos dos homens.

Oportunidades

Além da ativista moçambicana, participaram do evento a embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres no Paquistão, Muniba Mazzari, a chefe da ONU Mulheres e a enviada especial para a Juventude.

Amina Mohammed quer que as líderes apresentem uma estratégia de redução dos impactos da Covid-19 no mundo e sobre o calendário dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODSs. 

Ela lembrou que a pandemia levou a uma crise global sem precedentes, mas também traz oportunidades. A vice-chefe da ONU contou que nos últimos meses, o mundo se deu conta, do que muitos já sabiam: a liderança feminina faz a diferença.

Mohammed diz que em países liderados por mulheres, houve uma queda acentuada no número de infecções.

Foto ONU/Cia Pak
Uma das participantes é a defensora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ativista moçambicana, Graça Machel.

Inclusão

Para ela, isso se deve ao estilo de liderança feminina que combina compaixão, comunicação aberta e clara, inclusão e políticas baseadas em fatos, além de coragem e convicção.

A iniciativa também quer aproveitar a crise para aumentar a influência das mulheres na política e nos processos de decisão. Mohammed lembrou que as mulheres jovens que participam do movimento não são as líderes do amanhã, mas já exercem esse papel hoje.

Ela citou alguns dos desafios como economias em crise, aumento da desigualdade, um planeta moribundo, conflito e insegurança, o que são agravados pela exclusão. E para ela, a solução passa pelo espírito de inclusão das mulheres.

A vice-chefe da ONU afirma que ao deixar as mulheres de fora das esferas de decisão, o mundo perde e todos perdem.
  
 
 
 

 

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