Estudo da ONU recomenda aumento de investimento em sistemas de água e saneamento

28 agosto 2019

Pesquisa em 115 nações aponta falta de recursos humanos e financeiros; metade das nações pesquisadas tem metas de água potável para permitir uma cobertura universal.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a ONU-Água alertaram aos países sobre a urgência de aumentar o investimento em fortes sistemas de água potável e saneamento.

Um estudo lançado em Estocolmo revela que na maioria esmagadora de 115 Estados e territórios estudados, a falta de recursos humanos e financeiros adequados limitam a implementação de políticas e planos de água, saneamento e higiene.

O acesso à água e ao saneamento é um direito humano. Foto: Unicef/Meyer

Semana Mundial

Nas áreas estudadas na Análise Global e Avaliação de Água Potável e Saneamento 2019, Glaas, vivem 4,5 bilhões de pessoas. O trabalho foi lançado na cidade sueca, em conferência que até sexta-feira marca a Semana Mundial da Água.

A publicação aponta que 19 nações relataram uma lacuna de financiamento de mais de 60% como parte das necessidades por eles identificadas. Menos de 15% do total revelaram ter recursos financeiros ou humanos para implementar seus planos.

O estudo alerta que sistemas governamentais fracos e falta de recursos e recursos humanos comprometem a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo e minam os esforços para garantir saúde para todos.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, muitas pessoas não têm acesso à água potável e a instalações sanitárias ou para a lavagem de mãos confiáveis e seguras. Essa situação expõe essas pessoas ao risco de infecções mortais e ameaça o progresso da saúde pública.

Sistemas

O representante disse que sistemas de água e saneamento “não apenas melhoram a saúde e salvam vidas, mas também são uma parte crítica da construção de sociedades mais estáveis, seguras e prósperas”.

O apelo feito  a todos os países que carecem de infraestrutura essencial de água e saneamento é que coloquem mais fundos e recursos humanos ao dispor para a construção e manutenção destas infraestruturas.

O presidente da ONU-Água  disse que reforçar sistemas para alcançar os que vivem sem serviços de água, saneamento e higiene seguros e acessíveis deve ser uma prioridade para criar “uma sociedade mais saudável, mais justa e estável”.

Gilbert Houngbo, que também é presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, disse que também é importante continuar reforçando os sistemas nacionais de prestação de serviços.

Agência Brasil/Fernando Frazão
No Ceará, Brasil, moradores em fila para a retirada de água em posto de abastecimento.

Impacto

Apesar de lacunas no financiamento e da fraqueza dos sistemas em muitos países, o relatório também constata que os países têm tomado medidas positivas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 sobre água e saneamento.

Cerca de metade das nações pesquisadas já estabeleceu metas de água potável para a cobertura universal, em níveis superiores aos serviços básicos atuais até 2030.

Um exemplo dessas medidas é abordar a qualidade da água e o aumento do acesso deste recurso. Além disso, o estudo defende que ações que têm como alvo a defecação a céu aberto terão um impacto dramático na saúde pública e ambiental.

 

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Conclusão é de novo relatório publicado esta quinta-feira por duas agencias das Nações Unidas; mais da metade do mundo também não tem acesso a serviços de saneamento seguros.