FAO: cerca de 736 milhões de pessoas ainda vivem em extrema pobreza
BR

19 junho 2019

Agência da ONU acelera esforços globais para tirar populações rurais da extrema pobreza; 10% da população global é afetada.

Desde 1990, o progresso global na redução da pobreza tem sido sem precedentes, mas 736 milhões de pessoas ainda vivem em extrema pobreza. Este número representa 10% da população global.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO. Atualmente, a pobreza extrema é medida como pessoas vivendo com menos de US$ 1,90 por dia

A iniciativa estabele quatro áreas prioritárias para o trabalho da FAO em 130 países.
A iniciativa estabele quatro áreas prioritárias para o trabalho da FAO em 130 países. , by FAO/Amos Gumulira

Objetivo

Para lidar com a questão, a FAO lançou uma nova Estrutura Corporativa sobre a Pobreza Extrema Rural. O objetivo é acelerar os esforços da agência da ONU e dos seus parceiros para erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas até 2030, a meta de número 1 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que é acabar com a pobreza.

A agência aponta que as desigualdades persistem e uma contínua desaceleração global do crescimento econômico deve impedir ou mesmo reverter o progresso em direção à redução da pobreza. Isso deve ocorrer particularmente nas áreas rurais dos países mais pobres.

Áreas Rurais

Dadas essas tendências, a FAO acredita que é preciso fazer mais para alcançar as pessoas extremamente pobres que vivem predominantemente em áreas rurais.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, explicou que "a FAO está intensificando seus esforços para acabar com a pobreza extrema e isso é importante porque também nos aproximará do fim da fome e da desnutrição e do alcance de outros ODS.” Para ele, “quando os mais pobres têm meios de melhorar suas vidas, eles não sofrem mais fome e podem investir em um futuro melhor para suas famílias e comunidades."

ODSs

O chefe da FAO destacou ainda que "não é por acaso que o ODS1 e o ODS2 são os dois primeiros, e o pilar, dos outros objetivos", acrescentou o chefe da FAO.

A iniciativa estabele quatro áreas prioritárias para o trabalho da FAO em 130 países. O foco inclui garantir a segurança alimentar e nutricional; promover a inclusão econômica; promover meios de subsistência ambientalmente sustentáveis ​​e resilientes e prevenir e proteger os extremamente pobres contra riscos e choques.

Pobreza

A estrutura também reconhece que a pobreza pode ser medida em várias dimensões, não apenas com base na renda ou poder de gasto das pessoas, mas também em sua saúde e status educacional, acesso a serviços, padrões de vida e bem-estar geral.

O projeto destaca a necessidade de considerar essas diferentes dimensões da pobreza nos programas da FAO e melhorar a política de apoio e as parcerias da organização com outras agências e instituições. A meta é criar um crescimento econômico mais sustentável e inclusivo e promover formas de melhor medir e abordar pobreza.

 

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