OMS forma profissionais para apoiar emergências em 22 áreas do Sudão do Sul

19 fevereiro 2019

Representantes serão de ONGs e devem receber treinamento sobre kits de emergência; material de acesso a medicamentos e tratamentos essenciais será dado a populações afetadas pelo conflito e comunidades anfitriãs.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, quer melhorar o acesso e a capacidade de oferta de serviços deste setor em casos de emergência no Sudão do Sul.

Esta semana, 36 representantes de entidades parceiras devem ser formados até sexta-feira para melhorar a distribuição e o uso racional de medicamentos essenciais no país. Esse grupo junta-se a um outro que foi treinado na semana passada vindo de diferentes ONGs.

Situação de saúde da população sul-sudanesa é agravada por prolongadas crises, aliadas a frequentes surtos e a uma grande ocorrência de doenças transmissíveis e não crónicas. Foto: Unicef/UN0159228/Naftalin

Vacinas

A agência informou que o foco desta nova iniciativa é dar resposta a surtos das doenças que podem ser prevenidas através de vacinas.

Em nota, a OMS informou que serão distribuídos kits de emergência, medicamentos, suprimentos e equipamentos para fazer chegar serviços básicos de saúde aos necessitados. Essas atividades pretendem apoiar a resposta humanitária no mais novo país do mundo.

Desafios

O representante da agência no Sudão do Sul, Olushayo Olu, disse que essas intervenções são essenciais para investigar possíveis surtos de doenças, responder de forma oportuna a esses desafios e salvar a vida de deslocados.

A situação de saúde da população sul-sudanesa é agravada por prolongadas crises, aliadas a frequentes surtos e a uma grande ocorrência de doenças transmissíveis e não crónicas, como condições mentais e psicossociais.

Além disso, a oferta de produtos médicos têm sido irregular e inadequada, levando a ruturas frequentes das reservas e a interrupções na prestação de serviços essenciais na área de saúde.

Os kits de emergência devem garantir o acesso a medicamentos e a tratamentos críticos para populações afetadas e comunidades anfitriãs em 22 áreas. O investimento foi feito pelo Fundo Humanitário do Sudão do Sul e a União Europeia.

 

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