Reggae e luta georgiana eleitas Património Cultural Imaterial da Humanidade

29 novembro 2018

As duas tradições estão entre as seis práticas distinguidas pela Unesco esta quinta-feira; tradições passam a constar da lista da agência da ONU; distinção procura aumentar a visibilidade das tradições e do conhecimento das comunidades.

O reggae da Jamaica e um tipo de luta da Georgia estão entre os novos elementos do Património Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

A decisão foi anunciada esta quinta-feira pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

A agência da ONU explica que a distinção “procura aumentar a visibilidade das tradições e do conhecimento das comunidades sem reconhecer padrões de excelência ou exclusividade.”

Seis novas tradições fazem parte da lista:

Georgia – Chidaoba

Combinando elementos de wrestling, música, dança e roupas especiais, esta antiga arte marcial ainda é praticada em aldeias e comunidades de todo o país. A prática é baseada em um código de conduta, com música. Segundo a Unesco, o que distingue Chidaoba de outras artes marciais “é o uso de manobras especificas, combinadas com a criatividade dos lutadores e seu papel fundamental no incentivo a um estilo de vida saudável.”

 

Irlanda – Hurling

Este é um jogo de campo jogado por duas equipes usando um bastão de madeira para acertar uma pequena bola entre os postes do adversário. No passado, não era regulamentada, mas atualmente cada equipe adulta tem 15 jogadores, que praticam em um campo claramente marcado.

 

Jamaica – Reggae

Com origem em grupos marginalizados, principalmente no oeste de Kingston, a música combina influências musicais jamaicanas, caribenhas, norte-americanas e latinas. A Unesco diz que “as suas funções de comentário social, experiência catártica e meio de louvar a Deus permanecem inalteradas, e a música continua a oferecer uma voz para todos.”

 

Japão – Raiho-shin

Estes rituais consistem em visitas de divindades em máscaras e fantasias.  Acontecem todos os anos, nos dias que marcam o início do ano ou uma mudança na estação, em diferentes partes do Japão. A prática tem origem em crenças populares de que as divindades, chamadas Raiho-shin, visitam as comunidades. Durante os rituais, pessoas vestidas com trajes estranhos visitam casas, aconselhando contra a preguiça e ensinando às crianças regras de bom comportamento. Em algumas comunidades, o chefe da casa convida as divindades para uma refeição especial, em outras, os rituais acontecem nas ruas.

 

Jordânia – As-Samer

Este ritual de dança e canto acontece, sobretudo, em casamentos. Durante a apresentação, o pai do noivo instrui os participantes a se alinharem e começarem a aplaudir e cantar. Um dos dançarinos chama Al-Hashi, uma mulher com um véu, que dança até que alguém a abraça. Mais tarde, ela volta a dançar e os dançarinos executam o que é chamado de "Sahja", com Al-Hashi dançando entre as filas. A poesia cantada durante a performance expressa sentimentos de alegria, paz e empatia.

 

Cazaquistão – Rituais de criadores de cavalos

Os tradicionais rituais da primavera dos criadores de cavalos cazaques marcam o fim do antigo ciclo de criação de cavalos e o início de um novo ciclo. A prática têm três componentes principais: Biye baylau, o antigo primeiro rito de ordenha, Ayghyr kosu, um rito para garanhões em manadas e Kymyz muryndyk, a primeira partilha de koumis, uma bebida de leite de égua fermentado.

 

 

 

 

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