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Unicef: 2,3 mil crianças da caravana precisam de ajuda humanitária no México BR

Uma grande multidão de migrantes centro-americanos caminha por uma estrada rural em Matías Romero, Oaxaca, México. Ao fundo, montanhas verdes se elevam sob um céu nublado. Algumas pessoas estão em veículos, enquanto outras carregam mochilas durante a jornada.
OIM / Rafael Rodríguez Grupos de migrantes estão percorrendo uma longa jornada em direção ao norte tentando chegar até à fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Unicef: 2,3 mil crianças da caravana precisam de ajuda humanitária no México

Migrantes e refugiados

De acordo com agência da ONU, menores carecem de proteção, cuidados de saúde, nutrição, água potável e saneamento; pessoas viajando com caravanas, principalmente crianças, enfrentam riscos de exploração, violência e abuso.

Cerca de 2,3 mil crianças que chegaram com as caravanas ao México entre 19 e 22 de outubro precisam de ajuda humanitária para garantir sua proteção e bem-estar.

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De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estas crianças incluem aquelas que continuam viajando com os migrantes e também as que já deixaram os grupos e estão alojadas em comunidades e acampamentos.

Esperança

A violência de gangues e de gênero, a extorsão, a pobreza e o acesso limitado à educação e serviços sociais leva inúmeras famílias a deixarem suas casas e países na América Central em busca de segurança e um futuro com mais esperança.

Segundo o Unicef, estas condições fazem parte da vida diária de milhões de crianças em países como El Salvador, Guatemala e Honduras.

Os grupos de migrantes que se juntaram a esse movimento estão percorrendo uma longa jornada em direção ao norte tentando chegar até à fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Riscos

Unicef indica ainda que integrantes de diferentes caravanas enfrentam perigos consideráveis na viagem por rotas irregulares de migração, principalmente as crianças. É uma rota longa e incerta, com riscos de exploração, violência e abusos.

Em parceria com organizações da sociedade civil e autoridades locais, o Unicef  colocou instalações de água potável em áreas onde os membros das caravanas passam a noite e está distribuindo produtos de higiene. 

Um grupo de crianças caminha por uma rua em Tapachula, Chiapas, México. Um menino de camisa azul carrega um cobertor enrolado nas costas, e uma menina mais nova caminha à sua frente.
Crianças estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção à fronteira entre o México e os Estados Unidos, by Unicef México

A agência continua a defender a implementação de alternativas à detenção de crianças migrantes e trabalha para fortalecer os sistemas de proteção consular para crianças desalojadas.

 A Organização Internacional para a Migração, OIM, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, fornecem apoio e assistência aos migrantes que se juntaram às caravanas, optaram por pedir asilo no México ou decidiram retornar aos países de origem.

O diretor de missão da OIM no México, Christopher Gascom, disse que a agência “mantém a posição de que os direitos humanos e necessidades básicas de todos os migrantes devem ser respeitados, independente do status de migração deles.”

Fluxo Migratório

A agência informou que uma segunda caravana com 1,8 mil migrantes da América Central deu entrada no México no dia 29 de outubro e pretende seguir viagem . O grupo tinha começado a regularizar a permanência no país, mas depois decidiu continuar a jornada em direção norte, sem pedir asilo.

Para o diretor regional da OIM para a América Central, América do Norte e o Caribe, Marcelo Pisani, “o fenômeno das caravanas na América Central é uma outra expressão no processo de migração que a região está enfrentando por algum tempo”.

Para Pisani, este “é um fluxo migratório misto impulsionado por fatores econômicos, reunificação de famílias, violência e a busca pela proteção internacional, entre outros.”