Em viagem à Índia, chefe da ONU afirma que todas as pessoas têm direito à água potável e saneamento
BR

2 outubro 2018

Secretário-geral António Guterres disse que Mahatma Gandhi “estava à frente de seu tempo quando se tratava de saneamento seguro e higiênico, assim como ele estava em tantas outras áreas”; cerca de 2,3 bilhões de pessoas não têm instalações de saneamento básico no mundo.

Cerca de 2,3 bilhões de pessoas não têm acesso ao saneamento básico no mundo. Mas, segundo o secretário-geral, estas estatísticas devem mudar rápido devido aos progressos no setor que estão ocorrendo na Índia.

De acordo com a ONU, no país, a defecação ao ar livre ainda é uma realidade para 1 bilhão de pessoas. António Guterres esteve em Nova Deli, na Índia, e participou na Convenção Internacional de Saneamento Mahatma Gandhi sob o lema “Saneamento para a Agenda 2030”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, coloca água numa árvore em Nova Deli. , by ONU na Índia/Ishan Tankha

Agenda 2030

O chefe da da ONU disse esta terça-feira que Mahatma Gandhi “estava à frente de seu tempo quando se tratava de saneamento seguro e higiênico, assim como ele estava em tantas outras áreas”. Guterres também lembrou que Gandhi exigiu o direito ao saneamento a todos, e exigiu que este direito fosse respeitado.

Guterres apelou à mudança urgente em todo o planeta para construir sociedades saudáveis e resilientes, declarando que todas as pessoas têm o direito de água potável e saneamento.

O representante pediu que essa questão seja abordada com urgência, cumprindo a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Saneamento

O secretário-geral lembrou que esse plano de ação global foi acordado por todos os países e envolve as pessoas, o planeta e a prosperidade, sendo que o saneamento tem um papel nesses três elementos.

Guterres disse que “nenhum país pode se contentar com menos do que o saneamento universal”, que é essencial para o desenvolvimento sustentável.

Após destacar o exemplo de avanços na Índia, o chefe da ONU disse que saneamento deficiente causa doenças, desnutrição, inconveniência e falta de dignidade.

Essas situações “pioram as desigualdades entre homens e mulheres, ricos e pobres, cidade e campo. Elas também têm grandes implicações para os direitos humanos e a dignidade humana.”

Hospitais

Para Guterres, o saneamento deficiente vai além dos lares e das comunidades e precisa de “uma abordagem holística que inclua escolas, hospitais, transporte e até instalações turísticas”.

Guterres destacou que a Agenda 2030 pretende garantir que todas as pessoas tenham acesso ao saneamento necessário, e a Índia atingirá essas metas muito antes de 2030.

 

 

 

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