Presidente da Assembleia Geral diz que mundo caminha para cultura de paz

5 setembro 2018

Fórum de Alto Nível sobre tema aconteceu esta quarta-feira em Nova Iorque; presidente do órgão disse que sistema internacional está a mudar, mas que precisa de novas ideias. 

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajcak, acredita que o mundo “está mais próximo do que alguma vez esteve de um sistema internacional capaz de apoiar e promover uma cultura de paz.”

Lajcak discursou no Fórum de Alto Nível sobre Cultura de Paz que aconteceu na sede da ONU, em Nova Iorque, esta quarta-feira.

Carta

A chefe de gabinete do secretário-geral, Maria Luiza Viotti, representou o chefe da ONU no evento. A embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Rigoberta Menchú, da Guatemala, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1992, foi outra participante.

Lajcak começou o seu discurso dizendo que “uma cultura de paz ainda não existe.” Segundo ele, “os conflitos espalham-se em todo o mundo, o terrorismo internacional é uma ameaça tão grande como sempre e a intolerância política e religiosa está a aumentar.”

Rigoberta Menchú, da Guatemala, foi uma das participantes no evento. by ONU/Evan Schneider

Para o presidente da Assembleia Geral, uma cultura de paz precisa de três elementos: tempo, simplicidade e esperança.

Mudanças

O presidente acredita que a comunidade internacional espera por conflitos para reagir, mas está abrindo os olhos e a perguntando “o que pode fazer, de forma proativa, para construir a paz e garantir que é duradoura?”

Segundo ele, as Nações Unidas estão reformando o seu pilar de paz e segurança, investindo mais em mediação e construção de paz, revendo como as operações de manutenção de paz funcionam e como os esforços de desenvolvimento sustentável e direitos humanos influenciam outras áreas.

Abordagens

Apesar deste progresso, Lajcak disse que são precisas novas abordagens. O responsável propôs que “as crianças não aprendam apenas lições de matemática e de história, mas também de humanidade e de paz.”

Ele também acredita que as mudanças têm de incluir todas as pessoas. Segundo ele, “quando a voz, os direitos e o lugar de uma mulher lhe são negados, anda-se para trás na cultura de paz.” Além disso, “se os jovens continuarem a ser ignorados, não seguiremos em frente.”

Lajcak terminou lembrando uma frase do ex-secretário-geral Kofi Annan, que faleceu em agosto. Quando aceitou o prêmio Nobel da paz, em 2001, Anan disse que “a paz deve ser real e tangível na existência diária de cada indivíduo que precisa.” 

 

 

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