Falta de combustível em Gaza põe em perigo cerca de 2 milhões de palestinos
BR

8 agosto 2018

Cinco hospitais da região serão obrigados a encerrar suas atividades durante os próximos três dias; alerta foi feito pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

As Nações Unidas alertaram sobre a situação de 2 milhões de palestinos sob risco em Gaza por causa da crise de falta de combustível.

O cálculo foi divulgado pelo Escritório de Assistência Humanitária da ONU. Segundo o Ocha, a crise se intensificou com a proibição de Israel para a passagem de combustíveis à Faixa de Gaza, em 2 de agosto.

Tratamento médico

Israel justificou a medida como uma resposta a ataques com pipas incendiárias que partiram de Gaza conta o sul do país levando a vários incêndios.

Cinco hospitais devem ser forçados a fechar suas portas nos próximos três dias. Mais de 2 mil pacientes serão os principais afetados. Eles dependem dos equipamentos elétricos para o tratamento médico.

 

ONU
Cerca que divide Israel de Gaza.

 

O representante do Ocha, Jamie McGoldrick pediu as autoridades israelenses que liberem a entrada imediata de combustível de emergência, que a ONU compra para eletricidade e serviços básicos.

Ele afirmou que a falta de combustível tem consequências graves para a população especialmente crianças, que são a metade dos palestinos na região.

Serviços básicos

Especialistas na área de saúde, água e saneamento afirmam que são necessários 60 mil litros de combustível para garantir de imediato o funcionamento dos postos médicos e serviços básicos de água e saneamento, nos próximos quatro dias.

Um outro problema é a falta de coleta de lixo, que está se acumulando nas ruas levando a riscos de doenças infecciosas.

O coordenador do Ocha afirmou que os fundos devem se esgotar já em meados deste mês. Para assegurar o funcionamento até o fim do ano, o Escritório da ONU precisaria de US$ 4,5 milhões.

 

 

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