Chefe de missões de paz da ONU quer mais cooperação com países lusófonos
BR

27 julho 2018

Em entrevista exclusiva à ONU News, Jean-Pierre Lacroix disse que as nações de língua portuguesa como Brasil e Portugal têm dado contribuições importantes a processos de paz no mundo; ele lembrou que o conhecimento da África é uma mais valia dessas nações.

Os países de língua portuguesa têm potencial para aumentar sua participação em missões de paz da ONU no mundo. Quem faz esta aposta é o chefe do Departamento das Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix.

O subsecretário-geral da ONU foi diplomata no Brasil e fala português fluentemente, by ONU Foto/Eskinder Debebe

O subsecretário-geral da ONU, que foi diplomata no Brasil e fala português fluentemente, afirma que as boas relações dos países lusófonos com a África e o conhecimento que eles têm do terreno são uma mais valia para a forças de paz.

Desafios

Ele citou a cooperação atual com Portugal e Brasil como exemplos.

“É verdade que Portugal tem uma contribuição muito importante na República Centro-Africana com tropas muito eficazes, tropas de comando com um serviço excepcional. Bom, é verdade também que os países de língua portuguesa conhecem bem a África e conhecem bem os desafios da África, dos conflitos na África e também da manutenção de paz. Como o senhor disse, o comandante da força mais importante das operações de paz, o comandante da Monusco é um general do Brasil, o Brasil tem também uma contribuição muito importante na força marítima da Unifil. Eu acho que tem um potencial para desenvolver este tipo de participação dos países de língua portuguesa nas nossas operações. Estamos em contato com todos os países para ver como a gente pode desenvolver essa participação. ”

Diferença

Um outro tema da entrevista do chefe das Operações de Paz à ONU News foram os esforços das Nações Unidas para aumentar a participação das mulheres nas forças no terreno.

Segundo Jean-Pierre Lacroix, já está provado que elas fazem a diferença na execução do processo de paz e especialmente no contato com a população vítima de conflitos e guerras.

Atualmente, a ONU tem apenas 4% de mulheres servindo em operações de paz.

A íntegra da entrevista com o subsecretário-geral, Jean-Pierre Lacroix poderá ser acessa na página da ONU News a partir de segunda-feira.

Imagens: TV ONU - Frances Mead and Joon Park.