ONU reforça patrulhamento na República Centro-Africana após ataques

2 maio 2018

Missão no país, Minusca, diz que incidentes ocorreram após prisão de um integrante de um grupo criminoso; agências de notícias citam mortes de 15 pessoas numa igreja; Nações Unidas pedem calma.

A Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, revelou que na terça-feira ocorreu uma troca de tiros entre forças de segurança e membros do grupo criminoso “Força” no bairro de Fátima, em Bangui.

Os incidentes começaram depois da prisão de um membro desse grupo pelas forças centro-africanas. O porta-voz da Minusca, Vladimir Monteiro, disse à ONU News, da capital centro-africana, que a situação está calma.

Patrulhamento

“A situação está melhor. Estamos a acompanhar com as autoridades a melhor maneira de resolver essa situação cuja origem está nas atividades criminosas de um localizado nesse bairro. Ao mesmo tempo estamos a trabalhar para acalmar as populações sublinhando que o problema atual na cidade não tem nada a ver com diferenças religiosas entre muçulmanos e cristãos. Trata-se de um problema causado por criminosos e por isso a 8 de abril em cooperação com as autoridades as Nações Unidas lançaram uma operação.”

A Minusca reforçou imediatamente o patrulhamento de “locais importantes de Bangui”, em cooperação com as forças de segurança locais. O porta-voz da operação de paz disse que um elemento das forças de paz ficou gravemente ferido.

“De momento, houve uma pessoa que foi evacuada no estado grave e não queremos falar da nacionalidade vítima por razões óbvias.”

Escalada

Em nota, a operação de paz lamenta a morte de civis inocentes em vários bairros da capital centro-africana. O apelo feito à população é que evite “qualquer escalada de violência por motivos de fé”.

 

Integrante da Minusca na República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina
Integrante da Minusca na República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina

Agências de notícias informaram que pelo menos 15 pessoas morreram durante o ataque a uma igreja durante à noite. Os relatos das agências indicam que atiradores com granadas entraram no local durante uma missa em PK-5, um bairro de maioria muçulmana, onde no mês passado, 28 pessoas perderam a vida em confrontos.

Autoridades

A Minusca informou que está em contato com autoridades centro-africanas para monitorar a situação.

A Missão condenou os ataques a civis e a locais religiosos enfatizando que estes “são contrários às leis nacionais e internacionais”.

A operação de paz destaca que “somente as autoridades mandatadas pelo Estado têm o direito de fazer valer a justiça” e qualquer movimento de atores não-estatais, como os que ocorreram, é ilegal e seus autores serão responsabilizados.

Veículos

A Minusca também deplora os ataques violentos contra o pessoal e os veículos das Nações Unidas que ocorreram em vários bairros de Bangui, capital do país.

Para a missão de paz, esses atos “de natureza criminosa” servem para desestabilizar o país e suas instituições. A Minusca adverte que os responsáveis por atentados à propriedade e ao pessoal da ONU podem enfrentar um processo na justiça.

Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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