Igualdade de gêneros começa em casa, diz conselheiro da ONU Mulheres
BR

28 fevereiro 2018

Julien Pellaux falou sobre as conclusões de um recente relatório da agência da ONU que debate os avanços para o cumprimento da Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável; segundo ele, as mulheres acabam cuidado de familiares, das crianças e dos trabalhos domésticos, muito mais que homens.

A ONU Mulheres está pedindo a governos de todo o mundo para investir em políticas públicas que permitam às mulheres de passar menos tempos em trabalhos não remunerados.

De acordo com o conselheiro da ONU Mulheres, Julien Pellaux, com medidas concretas será possível alcançar os indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Cumprimento

Pellaux falou à ONU News sobre alguns pontos do relatório, divulgado pela agência, sobre os avanços para o cumprimento da Agenda 2030, de desenvolvimento sustentável.

“Um dos investimentos mais importantes, são os investimentos que permitem às mulheres passarem menos tempo no trabalho doméstico, no trabalho de assistência à família, no trabalho de assistência às crianças. Mas que possam liberar elas desse peso, que na verdade é uma das questões fundamentais da desigualdade entre homens e mulheres. É o trabalho doméstico e o trabalho de ajuda, de tomar conta da família, que as mulheres fazem e que os homens não fazem.”

Discriminação

O conselheiro da ONU Mulheres disse que os investimentos públicos precisam ser canalizados para mulheres em situação de discriminação.

“Mulheres que estão em certas situações onde elas experienciam várias formas de discriminação. As mulheres afrodescendentes, as mulheres idosas, as mulheres jovens, as mulheres em idade reprodutiva, as mulheres rurais, as mulheres que vivem em favelas, são essas as mulheres que estão sofrendo mais nessa situação. Então os investimentos públicos têm de ser canalizados exatamente sobre essas populações que são as que sofrem mais.”     

Na entrevista, Julien Pellaux também citou avanços e desafios de alguns países de língua portuguesa ao mencionar esforços para erradicar a mutilação genital feminina na Guiné-Bissau, a experiência das delegacias para mulheres no Brasil e o combate à violência a mulheres e desigualdade de gêneros em vários países incluindo Angola, Moçambique e Timor-Leste. Na nação asiática, o conselheiro da ONU Mulheres elogiou o número recorde de parlamentares, um dos maiores da região.

 

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