Unmiss consegue libertar com segurança reféns no Alto Nilo

Soldados da Unmiss em Juba. Foto: ONU/JC McIlwaine

Unmiss consegue libertar com segurança reféns no Alto Nilo

Missão da ONU no Sudão do Sul realizou com sucesso operação no domingo, quando 13 de seus trabalhadores foram soltos; grupo estava numa barca a transportar combustível quando foi abordado por soldados do Spla.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, conseguiu libertar com segurança todos os trabalhadores sequestrados pela oposição do Spla no estado de Alto Nilo.

A operação realizada com sucesso no domingo, garantiu que 13 contratados fossem soltos. O grupo estava a bordo de uma barca a transportar combustível para a base da Unmiss em Renk.

Os tripulantes foram abordados por soldados da oposição do Spla em Kaka, no dia 26 de outubro. Outros 18 soldados de paz da Missão da ONU e funcionários militares também estavam no barco e ficaram reféns, mas conseguiram ser libertados na quinta-feira.

Tripulação

Também foram recuperados três barcos e a barca, que seguem a caminho de Melut, no estado de Alto Nilo. A Unmiss lembra que há uma semana, 31 funcionários, entre soldados uniformizados e sul-sudaneses que tinham contrato com a Missão, foram feitos reféns por homens fortemente armados.

Além das embarcações, 55 mil litros de combustível haviam sido confiscados. Os barcos foram libertados, mas a Unmiss não conseguiu recuperar o combustível, os equipamentos de comunicação, um barco inflável e sete armas.

Armas

A Missão da ONU faz um apelo aos opositores do Spla para liberarem de imediato todo o equipamento. A Unmiss também esclarece relatos da mídia levantados no fim de semana, sobre o envolvimento da missão com o transporte de armas.

A representante especial do secretário-geral da ONU no Sudão do Sul nega fortemente as acusações. Ellen Loej declarou que “a barca não estava a transportar carga de armas de nenhum tipo, apenas carga de combustível”.

Numa nota emitida no domingo, a representante fala no alívio da libertação em segurança de todos os funcionários da Unsmiss, mas reforça que todos os lados em conflito no país precisam respeitar o livre acesso e o movimento do pessoal das Nações Unidas.

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