Relator: justiça para todos é chave para reconciliação em Cote d’Ivoire

27 março 2014

Em comunicado, Doudou Diène expressou preocupação com alguns temas ainda sem solução antes da realização das eleições presidenciais, marcadas para 2015.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O processo de reconciliação na Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, precisa da aplicação de justiça imparcial para todos. A opinião é do relator independente sobre a situação dos direitos humanos no país, Doudou Diène.

Em comunicado, o relator expressou preocupação com alguns temas do processo de reconciliação que ainda estão sem solução. Ele lembrou que o país ainda está a recuperar da violência causada pelos protestos de 2010, quando foram realizadas as últimas eleições presidenciais. O próximo pleito está marcado para 2015.

Prova

O relator referiu que as próximas presidenciais serão um teste e a prova da recuperação do país da África Ocidental da crise. Doudou Diène apresentou o relatório sobre o tema no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Segundo referiu, há problemas ainda não resolvidos e que precisam ser eliminados para que as eleições sejam credíveis e consensuais. Ele afirmou que o mais importante é a questão da imparcialidade e da equidade da justiça.

Origem Política

Diène contou que até o momento apenas as pessoas acusadas de crimes e que eram simpatizantes do ex-presidente Laurent Gbagbo estão a ser presas e julgadas. O relator afirmou que a justiça é para todos que cometeram os crimes independentemente de origem política, tribal ou étnica.

Ele encerrou o comunicado com um pedido de rapidez no julgamento da ex-primeira-dama marfinense. Gbagbo já está a responder por acusações no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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