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Nações Unidas falam de “momento de prestação de contas” sobre a Síria

Nações Unidas falam de “momento de prestação de contas” sobre a Síria

Secretário-Geral destaca uso de armas químicas, mais de centena de milhar de mortes e um terço de deslocados no discurso de abertura do debate da Assembleia Geral; presidente do órgão alerta para crescente extremismo étnico e religioso no mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Na abertura do debate dos chefes de Estado e de governo na 68ª. Sessão Assembleia Geral, as Nações Unidas destacaram a situação na Síria.

Discursando no evento, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon alertou para o facto de o momento ser do que chamou “prestação de contas”. O chefe da ONU considerou o conflito o maior desafio da paz e da segurança no mundo ao lembrar a morte de mais de 100 mil pessoas e mais de 7 milhões de desalojados, correspondentes a um terço da população.

Armas Químicas

O presidente da presente sessão da Assembleia Geral, John W. Ashe, também pediu que seja abordado o uso de armas químicas na Síria pelas nações como um todo.

O representante alertou para um “mundo marcado pelo crescente extremismo étnico e religioso, desigualdades de género, conflitos e tensões crescentes aliados ao aumento das desigualdades políticas, socioeconómicas.”

Às autoridades sírias, Ban Ki-moon exigiu que honrem as obrigações assumidas de aderir à Convenção de Armas Químicas. Mas apelou à comunidade internacional que “leve aos responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria à justiça devido ao ataque confirmado pela Missão de Investigação da ONU.”

Arsenais

Os Estados foram instados a garantir a salvaguarda e destruição de arsenais químicos e de programas de armas da Síria. Mas Ban lembrou que a grande maioria das mortes e das atrocidades foi realizada com armas convencionais.

O facto justificou o seu apelo lançado aos Estados para que se possa conter o fluxo de armas na Síria. Ataques da semana passada no Quénia, no Iraque e no Paquistão foram, para o chefe da ONU, lembranças sombrias sobre a habilidade de terroristas para causar danos e prejuízos.

Mandela

Ban citou a inspiração de Nelson Mandela como “modelo imponente de integridade e de ação e princípios em busca da dignidade humana.” Ele disse que, a nível global, a centralidade dos direitos humanos e do Estado de Direito deve ser fundamentos da estabilidade e coexistência.

O representante fez alusão a limitantes igozamos dos direitos humanos com armas mortíferas, ao lembrar a  adição do Tratado de Comércio de Armas no ano passado.

Cimeira do Clima

Ban convidou aos líderes para que ajudem a busca de um compromisso na Cimeira Mundial do Clima, no próximo ano na sede das Nação Unidas.

O Secretário-Geral disse que o momento deve ser de impulsionar orientações sobre energia e clima e um quadro de desenvolvimento de nova inspiradora no âmbito do prazo de cumprimento dos Objetivos de desenvolvimento do Milénio, ODM.

Assista aqui aos discursos em tempo real.