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EUA: relatório indica que ataque só poderia ter saído do governo sírio

Embaixadora americana junto à ONU observou que tipos de foguetes lançados no conflito não foram usados pela oposição; segundo Samantha Power gás sarin usado tinha alta qualidade.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*   

A embaixadora dos Estados Unidos junto à ONU, Samantha Power, afirmou que os detalhes técnicos do relatório da missão da ONU mostram que somente o governo sírio teria condições de realizar o ataque químico de 21 de agosto.

Falando a jornalistas, após a apresentação do documento ao Conselho de Segurança, Power disse que o mandato da equipe de investigadores não era para descobrir os responsáveis, mas sim, para avaliar os detalhes técnicos se armas químicas foram usadas no conflito que já dura há mais de dois anos.

Oposição e Governo

A embaixadora dos Estados Unidos falou a jornalistas numa série de discursos dos representantes da França, da Grã-Bretanha, da Rússia e outros países do Conselho de Segurança.

Power lembrou que Ake Sellström, o chefe da missão de inspetores de armas que coletaram as amostras no local do ataque, informou que as armas obtidas foram produzidas de forma profissional e que não tinham nenhum sinal de armamento improvisado.

A embaixadora dos Estados Unidos disse ainda que pelo que se sabe o regime sírio possui o gás sarin, e que não há nenhum indício de que a oposição tenha este tipo de arma química.

Como outras provas dos detalhes técnicos, a embaixadora citou os foguetes de 122 milímetros usados nos ataques. Segundo ela, esse mesmo tipo de armamento foi utilizado em ações anteriores pelo governo da Síria.

Armas Profissionais

Power reconheceu que muitos países não aceitaram os resultados dos materiais colhidos na Síria e examinados pelos Estados Unidos, dizendo que essas amostram continham gás sarin.

Ela disse que os testes feitos por Sellström, agora, mostraram a mesma coisa.

Samantha Power acredita que se o acordo fechado entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a Síria for implementado em sua totalidade, poderá servir de base para uma solução política para o conflito.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.