FMI quer estabelecer quadro de economia e finanças da Somália

FMI quer estabelecer quadro de economia e finanças da Somália

País pretende a substituição das “várias moedas oficiais e não oficiais em circulação”; há dois meses, o órgão reconheceu o governo depois de ter ficado 23 anos sem estabelecer qualquer diálogo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo Monetário Internacional, FMI, disse que especialistas do órgão recolhem dados de base que vão permitir montar um quadro macroeconómico e financeiro do país do Corno de África.

Após um contacto com as autoridades somalis, o órgão disse ter acolhido favoravelmente o compromisso de reconstrução da economia, da reforma do setor financeiro e de abordar os desafios da eventual introdução de uma nova moeda. O novo meio é visto como uma forma de substituição das “várias moedas oficiais e não oficiais em circulação.”

Reconhecimento

Em abril passado, o órgão reconheceu o governo da Somália depois de ter ficado 23 anos sem qualquer diálogo.

Em nota, um grupo de peritos disse ter constatado a ressurgência ativa dos privados na indústria de serviços em áreas como comunicações, construção e transferência de dinheiro.

Assistência

O órgão expressou prontidão para o seu envolvimento em discussões políticas com as autoridades somalis, além de prestar assistência técnica para atender às grandes necessidades do país.

Para o FMI, o apoio estaria concentrado no Ministério das Finanças e no Banco Central com vista a gerir o orçamento, licenciar e fiscalizar bancos comerciais e supervisionar operações monetárias e cambiais básicas.

Pagamentos

O órgão disse que as autoridades somalis receberiam apoio para o estabelecimento de sistemas de recolha e processamento de dados económicos vitais nas áreas de contas nacionais e estatísticas de preços, monetárias e bancárias, finanças públicas e balança de pagamentos.

O FMI declarou reconhecer o empenho das autoridades em trabalhar para restaurar a paz e segurança, a boa governação e o Estado de direito na Somália, que recupera de conflitos internos de mais de duas décadas.

*Apresentação: Denise Costa.