Malala assina petição que pede segurança para acesso ao ensino

Malala assina petição que pede segurança para acesso ao ensino

Documento é apoiado pelo enviado especial da ONU para a Educação, Gordon Brown; menina paquistanesa deplorou ataque bombista que matou 14 estudantes de medicina na cidade paquistanesa de Quetta.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um abaixo-assinado lançado, esta segunda-feira, exige medidas urgentes de líderes mundiais para garantir que milhões de menores fora da escola possam ter segurança ao ingressar no ensino.

A primeira signatária da Petição Global de Emergência foi Malala Yousafzai, a menina paquistanesa de 15 anos que foi baleada no ano passado pelas milícias Taleban a caminho da escola.

Dia de Malala

O documento, apoiado pelo Enviado Especial das Nações Unidas para a Educação, Gordon Brown, deve ser apresentado a 12 de julho na sede organização.

A data marca o primeiro Dia de Malala, a coincidir com um evento que deve juntar centenas de jovens de todo o mundo na data que celebra o seu 16º aniversário.

Oportunidade

A petição disponível na internet  http://www.aworldatschool.org/malaladay pede aos líderes mundiais que assegurem que 57 milhões de crianças fora da escola, a maioria meninas, tenham a oportunidade de educação.

O limite fixado para o cumprimento da meta é dezembro de 2015, o prazo de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

Vídeo

Para a iniciativa, Malala, que vive atualmente na cidade britânica de Birmingham, gravou uma mensagem de vídeo a sublinhar a necessidade de construir mais escolas para que o objetivo seja alcançado.

Ela manifestou indignação pelo ataque que este domingo, vitimou 14 estudantes de medicina de sexo feminino, num ataque bombista na cidade paquistanesa de Quetta, ao descrever os terroristas como “covardes”.

Referindo-se ao ataque, Gordon Brown, considerou a “atrocidade mais sangrenta da escalada de violência contra estudantes do sexo feminino, que chega oito meses após a tentativa de assassinato de Malala e de seus dois amigos, que tinham “apenas por vontade de ir para a escola”.