Persistem desafios e ameaças de segurança para autoridades marfinenses

Persistem desafios e ameaças de segurança para autoridades marfinenses

País da África Ocidental realiza eleições locais neste domingo; em relatório, subsecretário-geral aponta presença de mercenários, antigos combatentes e outros grupos armados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral assistente para as Operações de Manutenção da Paz disse que persistem desafios e ameaças na Cote d´Ivoire. Edmond Mulet falava, esta terça-feira, no Conselho de Segurança sobre a situação do país e o trabalho da Missão das Nações Unidas, Onuci.

Mulet defendeu a continuação da presença da ONU na nação também conhecido como Costa do Marfim, que está a recuperar de uma crise política na sequência da violência pós-eleitoral de 2010.

Instabilidade

Os confrontos opuseram forças leais ao antigo líder, Laurent Gbagbo, que se recusava a deixar o poder, e as do atual presidente, Alassane Ouattara, que assumiu o cargo em Maio do ano seguinte.

Para o secretário-geral assistente o momento é marcado pela consolidação da paz e alguns progressos. Mulet citou, entretanto, a instabilidade no oeste, ao longo da fronteira com a Libéria, como tendo demonstrado a fragilidade da situação de segurança.

Redes

Ao fenómeno, está associada a “contínua existência de redes afiliadas ao antigo regime que continuam a desestabilizar o novo governo”.

O representante também apontou a presença de mercenários, de antigos combatentes e de homens armados como fatores negativos, aliados à circulação descontrolada de armas.

Eleições

Neste domingo, o país realiza eleições locais. Para Mulet apesar de uma campanha realizada de forma relativamente pacífica, os candidatos do partido do antigo regime optaram por não participar no pleito apesar dos esforços para “incentivá-los a ocupar o seu espaço político legítimo.”

O informe destaca que para a votação de 21 de Abril, a Onuci tem apoiado os esforços da Comissão Eleitoral Independente. As forças de segurança também recebem assistência com vista a uma “melhor coordenação e logística para garantir um processo pacífico.”

Mulet disse que os partidos que participam nas eleições emitiram declarações a apelar aos candidatos ao respeito do código de conduta durante o período de campanha.