Retoma distribuição alimentar no norte do Mali, anuncia Acnur

Retoma distribuição alimentar no norte do Mali, anuncia Acnur

Agência alerta também para o bloqueio do transporte rodoviário em vias que dão acesso ao norte; ajuda e eleições no país africano devem  juntar a ONU, a União Europeia e a União Africana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Mundial da Alimentação, PMA, anunciou a retomada da distribuição de produtos alimentares e de nutrição no norte do Mali.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, em Genebra, a agência revelou planos de entrega mensal de uma ração a cerca de 35 mil beneficiários na região recentemente recuperada do controlo de grupos rebeldes.

Situação Humanitária

A medida teve lugar quando agências noticiosas anunciaram um encontro para abordar as situações de segurança e humanitária, após o golpe de Estado do ano passado e recente ofensiva contra milícias islamitas.

A reunião, a ser realizada em Bruxelas, deve juntar a ONU, a União Europeia e a União Africana para discutir a realização de eleições democráticas no Mali.

Timbuktu

No último fim de semana sete barcos com cerca de 600 metros cúbicos de produtos básicos desembarcaram na região de Timbuktu, através do rio Níger.

As entregas representam a retomada da ajuda alimentar do PMA desde a eclosão do conflito, a 10 de Janeiro. Mulheres grávidas e lactantes devem ser priorizadas na entrega de rações alimentares, indica a agência.

Acolhimento

Na capital, Bamaco, a distribuição de alimentos abrangeu 12 mil deslocados internos e as respetivas famílias de acolhimento. Espera-se que mais 23 mil pessoas sejam alcançadas na ronda com vista a dar resposta às necessidades.

O PMA defende que as rodovias continuam bloqueadas para o transporte comercial e humanitário nas vias que dão acesso ao norte. O fenómeno afeta de forma crítica as populações vulneráveis.

A preocupação prende-se, igualmente, com a interrupção do abastecimento dos mercados na região. A situação é tida como um risco para as populações carentes, expostas à insegurança alimentar aguda e a uma crise de nutrição nas próximas semanas.