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Banco Mundial: economia palestina precisa de mais iniciativa privada

Relatório do órgão saúda sucesso palestino na criação de instituições públicas, mas aponta para obstáculos para o setor privado.

Daniela Kresch, da Rádio ONU, em Tel Aviv.

Um setor privado dinâmico é o que a economia palestina precisa para incentivar um crescimento sustentável e gerar condições para a criação de um Estado nacional palestino.

Essa é a principal conclusão de um relatório do Banco Mundial, Bird, divulgado, nesta quarta-feira, com dados sobre a economia da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Sucesso

No documento, “A Caminho da EconomiaSustentável de um Futuro Estado Palestino: Promovendo o Crescimento de uma Economia Liderada pelo Setor Privado”, a instituição afirma que a Autoridade Palestina obteve considerável sucesso na construção de instuições públicas através de seu principal recurso: seus cidadãos, cada vez mais instruídos e competitivos.

Mas o relatório aponta como principal obstáculo ao crescimento as restrições de segurança impostas por Israel tanto na Cisjordânia quanto nas fronteiras de Gaza, que “continuam refreando investimentos”.

Doações

Por causa desas restrições, o recente crescimento econômico palestino foi baseado primordialmente em doações e ajuda financeira externa.

Segundo John Nasir, economista-chefe do Banco Mundial e coautor do estudo, “a Autoridade Palestina tem progredido constantemente em muitas áreas”, principalmente na criação de instituições necessárias para a criação de um país.

Mas, de acordo com Nasir, a economia palestina “não é atualmente forte para sustentar esse Estado” e “não pode ser baseada em ajuda externa”.