Banco Mundial investe mil milhões de dólares em nova estratégia para Moçambique

9 abril 2012

Programa deve ser implementado até 2016 para promover crescimento económico inclusivo; instituição financeira anuncia crédito de US$ 120 milhões para combater mudanças climáticas.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O Banco Mundial anunciou um novo plano de parceria com Moçambique para os próximos cinco anos, avaliado em mil milhões de dólares. A estratégia deve apoiar os setores sociais vitais de combate à pobreza.

Uma nota da instituição financeira indica que, até 2016, o programa irá apoiar o desenvolvimento de políticas das áreas de energia, agricultura, ambiente, saúde e transportes.

O director do Banco Mundial para Moçambique, Laurence Clarke, destacou a importância da nova fase de cooperação com o país. O responsável considerou que a estratégia “surge num período crucial na trajectória impressionante de Moçambique: de país pós-conflito para o de crescimento económico robusto de mais de duas décadas”.

Vantagens

Laurence Clarke considerou ter chegado o momento de o governo moçambicano “tirar vantagens das oportunidades oferecidas pela dinâmica do crescimento económico actual e das descobertas de recursos de forma a aplicá-los em projectos transformacionais  que possam alavancar o crescimento económico sustentado e que beneficiem todos os segmentos da sociedade moçambicana”.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento de Moçambique, Aiuba Cuereneia, assinalou, no entanto, que a futura parceria vai contribuir no alcance dos objectivos de partilha dos benefícios do crescimento acelerado a todos os cidadãos.

Mudanças climáticas

O conselho de administração do Banco Mundial anunciou ainda a aprovação de um crédito de US$ 120 milhões para apoiar 20 municípios do centro e sul de Moçambique a fazer frente às alterações climáticas.

Moçambique é apontado como o terceiro país africano mais exposto aos riscos relativos às mudanças climáticas. As cidades costeiras são particularmente vulneráveis às inundações e erosão, com impacto sobre famílias pobres que representam a face da miséria urbana.

Após a adesão do país à instituição, em 1984, o Banco Mundial investiu mais de quatro mil milhões de dólares em Moçambique.

 

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