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Após Gustav, ONU pede mais ação contra efeito estufa

Chefe de agência para o Meio Ambiente, Achim Steiner, diz que mundo já teve 400 desastres naturais de janeiro a junho deste ano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, afirmou que o número de desastres naturais deverá continuar subindo caso nada seja feito para combater o aquecimento global.

Steiner fez a declaração após a passagem do furacão Gustav, pelo Caribe e pela cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, e o deslocamento de quase 2 milhões de indianos no estado de Behar devido às enchentes na Índia.

Liderança

Especialistas dizem que as cheias são as mais graves dos últimos 50 anos.

De acordo com o Pnuma, até junho, foram registrados 400 desastres naturais. O número representa uma perda de US$ 82 bilhões, o equivalente a mais de R$ 131 bilhões.

Numa cerimônia, em Genebra, na segunda-feira, para marcar o 20º aniversário do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Ipcc, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu mais liderança global no combate ao efeito estufa.

Segundo agências de notícias, pelo menos sete pessoas morreram após a passagem do Gustav por Nova Orleans, no estado de Louisiana.

Abrigos

Ao atravessar o Caribe, o furacão deixou pelo menos 100 mortos entre a República Dominicana e o Haiti.

Nesta segunda-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA, anunciaram uma iniciativa conjunta para socorrer milhares de pessoas em abrigos temporários.

As duas agências da ONU estão entregando água potável, cobertores, kits de higiene, óleo de cozinha e biscoitos vitaminados a cerca de 4 mil vítimas na capital Porto Príncipe.

Segundo o Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos, no fim da segunda-feira, o Gustav já havia perdido força e retornado ao status de tempestade tropical.