Portugal inaugura parceria com Acnur

Portugal inaugura parceria com Acnur

Iniciativa virtual conta com rede privada de parceiros portugueses para assistir refugiados nos países africanos.

António Pacheco, da Rádio ONU em Lisboa.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, lançou esta quarta-feira, em Lisboa, uma inicitiava virtual para apoiar refugiados africanos.

A cerimónia de inauguração da parceria, baptizada de “Helpin”, foi presidida pelo chefe do Acnur e ex-primeiro-ministro de Portugal, António Guterres. Ao todo, participam 20 empresas e fundações. Guterres disse que a rede é de extrema importância para ajudar a garantir os direitos dos refugiados.

Direitos

"Encontrei muitos destes deslocados, obrigados a sair dos seus países mas sem cobertura jurídica. Não existem mecanismos na comunidade internacional que verdadeiramente os possam apoiar com o mínimo de segurança e no respeito pela sua dignidade e dos seus direitos. É por isso que a construção de redes de solidariedade, como Helpin, tem para nós a maior importância"

O Helpin é um projecto pioneiro de apoio aos refugiados no mundo em que, o alto comissário António Guterres, está pessoalmente empenhado.

Susana Boudon, representante do Acnur, adianta que não se pensa resolver os problemas todos que existem nesta área, mas sensibilizar as pessoas e as comunidades para a situação de carências por que passam as pessoas deslocadas das suas terras.

Boudon , que pertence à direcção de projectos especiais do Acnur, acrescenta que a Helpin está aberta a participações de cidadãos do todo o mundo podendo ser replicada em outros países desde que a fórmula se revele bem-sucedida.

A ideia é que cada uma das empresas aderentes coloque a sua capacidade de execucção ao serviço do Acnur.

Exemplos: uma empresa de publicidade pode disponibilizar as suas equipas criativas para criar campanhas publicitárias de angariação de fundos do mesmo modo que uma empresa de telecomunicações poderá divulgar essa mesma campanha.

Segundo o Acnur, o mundo tem actualmente 33 milhões de refugiados e deslocados internos.

Apresentação*: Patrícia Fonseca, Rádio ONU em Nova York.