Polícia nigeriano assassinado no Haiti

Polícia nigeriano assassinado no Haiti

Polícia de 36 anos era nigeriano e estava à paisana; missão da ONU no país lançou investigação conjunta com autoridades locais.

João Duarte, Rádio ONU em Nova York.

A Missão de Estabilização da ONU no Haiti, Minustah, condenou a morte de um bóina-azul da ONU num mercado da capital Porto Príncipe.

O polícia nigeriano tinha 36 anos e morreu no Sábado após ser baleado por homens armados.

Manifestações

O comandante do Batalhão Brasileiro da Minustah, coronel Paul Cruz, disse à Rádio ONU, de Porto Príncipe, que o bóina-azul estava à paisana, e não estava a participar em actividades militares quando foi alvejado.

“Ele estava num carro usando trajes civis e passou por uma área e foi atacado. Isto resultou na sua morte. Com relação aos detalhes, ainda é prematuro para afirmar qualquer coisa”, disse.

A Minustah informou que uma investigação para apurar o assassinato foi lançada em cooperação com as autoridades haitianas.

Moção de Censura

O Haiti passou por uma semana de protestos por causa da alta no preço dos alimentos. As manifestações começaram no sul do país e chegaram à capital Porto Príncipe. Pelo menos cinco pessoas morreram em actos de violência.

No fim de semana, o primeiro-ministro haitiano, Jacques-Edouard Alexis, foi afastado do cargo após uma moção de censura.

De acordo com o coronel Paul Cruz, a capital amanheceu calma esta segunda-feira mas as tropas estão em alerta.

“Agora, eu tenho a informação de que está tudo calmo. Na maioria da cidade as actividades ocorrem normalmente, ou seja, o transporte público e as pessoas estão retomando suas vidas. Nós estamos com uma cautela em volta do palácio, um procedimento de segurança para que se aguarde e que se volte à vida normal”, afirmou.

No sábado, o Banco Mundial lançou um apelo de US$ 10 milhões para aliviar os efeitos da alta no preço dos alimentos incluindo arroz, milho, feijão e óleo.