ONU preocupada com situação humanitária na RD Congo

ONU preocupada com situação humanitária na RD Congo

O subsecretário-geral da ONU para Assistência Humanitária, John Holmes (foto), disse que as tropas governamentais e os grupos rebeldes na República Democrática do Congo devem respeitar os direitos das populações civis.

O subsecretário-geral da ONU encontrou-se nesta quinta-feira com o presidente Joseph Kabila, no quarto dia da visita que realiza ao país.

Segundo o Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, o conflito na província Kivu Norte, no leste da RD Congo, já obrigou mais de 10 mil pessoas a deixar suas casas nos últimos 10 dias.

O Acnur afirma que desde o início do ano, a violência na região já provocou cerca de 170 mil deslocados internos.

O comandante das forças de paz da Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monuc, general Babacar Gaye, disse à Rádio ONU que a maior parte das vítimas são civis.

Gaye afirmou que em nível político existe uma batalha diplomática envolvendo todas as partes no conflito, que vem sendo patrocinada pela Monuc.

O general participa na sede das Nações Unidas, em Nova York, de um encontro que reúne todos os comandantes das forças de paz da ONU.

Um outro participante da reunião, o comandante das forças de paz em Kosovo, major-general Raul Cunha, disse à Rádio ONU, que a missão dos capacetes-azuis no Congo é a mais difícil de todas.

"As missões são todas difíceis, há algumas em que a situação parece que está estabilizada mas temos sempre a sensação que, a qualquer momento, podem desencadear. No entanto, pela sua complexidade, pelo que tenho ouvido dos meus colegas comandantes, eu tenho a nítida sensação que uma das missões mais difíceis é a missão que decorre no Congo, a Monuc, outra missão muito difícil é a do Líbano, a Unifil, e a do Sudão", disse.

A Monuc foi estabelecida em 2000 para assegurar a manutenção de paz no país, que viveu cinco anos de guerra entre 1998 e 2003.