Iêmen

Ocha/Giles Clarke
Uma geração inteira de crianças no Iêmen encara um futuro sombrio devido ao acesso limitado, ou falta de acesso, à educação.

Meritxell Relaño, Representante do Unicef no Iêmen, 27 March 2018

CONTEXTO

Desde que a revolta no Iêmen começou no início de 2011, as Nações Unidas têm estado envolvidas, através do secretário-geral, para ajudar os iemenitas a encontrar uma solução pacifica.

Iêmen em números

Pobreza

•79% da população é pobre, comparado com 49% em 2017

• O PIB per capita desceu 61% nos últimos três anos

Pessoas em necessidade

•75% da população, 22 milhões de pessoas, precisam de algum tipo de assistência humanitária e proteção

Segurança alimentar

•60% da população, 18 milhões de pessoas, têm insegurança militar

•8,4 milhões de pessoas não sabem onde vão encontrar a próxima refeição

Saúde

• Menos de 50% das unidades de saúde estão em funcionamento

•18% dos distritos não têm médicos

•56% da população, 16 milhões de pessoas, não tem acesso a serviços básicos de saúde  

Água e condições sanitárias

•55% da população, 16 milhões de pessoas, não tem acesso a água segura e higiene básica

•73% da população não tem acesso a água canalizada  

Nutrição

•25% da população, 7,5 milhões de pessoas, precisa de ajuda alimentar e 50% das crianças estão raquíticas

•2,9 milhões de crianças e mulheres sofrem de subnutrição severa; o número de crianças que sofre desta condição aumentou 90% nos últimos três anos

Educação

•48% de mulheres são analfabetas

•25% das crianças estão fora da escola

•11% das escolas estão destruídas ou sendo usadas para outros propósitos

Género

•72% das meninas casam-se antes dos 18 anos

•44% dos casamentos nos distritos mais afetados incluem meninas com menos de 15 anos

•Menos de 50% dos nascimentos são supervisionados por pessoal médico

Deslocamento

•Dois milhões de pessoas estão deslocadas, 76% são mulheres e crianças

•Um milhão de pessoas voltou à sua região

Economia

•1,25 milhão de funcionários públicos não recebe salários

•Nos últimos três anos, o preço de alimentos básicos aumentou 98% e de combustível 110%

•Nas áreas mais atingidas, o desemprego chega a ultrapassar os 50%

*Dados de março de 2018

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