2016: o ano em que a zika tornou-se uma emergência internacional
BR

30 dezembro 2016

Segundo OMS, 48 países e territórios reportaram este ano mais de meio milhão de casos suspeitos, com 2,5 mil notificações de síndromes congênitas associadas ao vírus; zika é agora um desafio de saúde pública de longo prazo.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, aproveita a última sexta-feira do ano para fazer um balanço sobre uma doença que assustou o mundo em 2016: a zika.

Após surgir no Brasil, em maio do ano passado, o vírus se espalhou rapidamente pelas Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, respondeu com rapidez, enviando equipes para vários países da região e lançando uma estratégia para conter a epidemia.

Casos

Ao longo deste ano, um total de 48 países e territórios reportaram mais de meio milhão de casos suspeitos da zika, sendo que 175 mil casos foram confirmados.

A OMS explica que quase 2,5 mil notificações de síndromes congênitas associadas ao vírus foram confirmadas em vários países. Os casos de bebês que nasceram com microcefalia, especialmente no Nordeste do Brasil, chamaram a atenção do mundo.

Já cinco países reportaram que a zika havia sido transmitida por via sexual. A agência da ONU declarou então a situação uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.

Atenção

Mas o ano termina com uma boa notícia: segundo a OMS, a epidemia não é mais uma emergência. Mas os cuidados precisam continuar.

Em entrevista à ONU News na Guiné-Bissau, a diretora de Doenças Transmissíveis da OMS na África, Magda Robalo, explicou que o vírus continua se espalhando.

“Continua a ser preocupante porque nós sabemos que o vírus continua a circular e nós sabemos que as condições da transmissão da doença continuam a existir. Por isso a vigilância deve continuar e nós continuamos a trabalhar com os países. A situação está sob uma vigilância armada. Nós sabemos que a transmissão continua, nós sabemos que o vetor continua a existir e o vírus também. Nós temos que continuar vigilantes em relação à epidemia de zika.”

Segundo a OMS, nas últimas semanas, nenhum país reportou casos da zika ou desordens congênitas associadas ao vírus. A agência lembra que continua sendo uma prioridade desenvolver uma vacina contra a zika e testes de diagnóstico rápido.

África

O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e a pessoa infectada pode apresentar sintomas como febre, vermelhidão na pele, conjuntivite e dores no corpo. Ainda não existe tratamento específico nem vacina disponível.

Além das Américas, a zika foi confirmada na Ásia em dois países africanos de língua portuguesa: Cabo-Verde e Guiné-Bissau.

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