Perita da ONU quer explicação sobre expulsão de mais de 30 mil na Nigéria

17 novembro 2016

Em comunicado, relatora especial para o direito à habitação pergunta ao governo o quê ocorreu no estado de Lagos, na semana passada, quando quatro pessoas morreram na ação de remoção forçada; maioria dos afetados vive em comunidades pobres de pescadores.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

Uma perita independente das Nações Unidas pediu ao governo da Nigéria que explique a expulsão forçada de mais de 30 mil pessoas no estado de Lagos, no sul do país.

No incidente, ocorrido na semana passada, pelo menos quatro pessoas morreram na comunidade de Otodo Gbame. A operação forçada teria sido feita para retirar os moradores do local, que fica em frente ao mar.

Alimentação

A maioria dos afetados vive na comunidade pobre de pescadores. Eles contam que perderam tudo incluindo a fonte de sustento e alimentação para suas famílias.

A relatora especial para o direito à habitação, Leilani Farha, afirmou que as pessoas foram submetidas ao uso de força extrema incluindo tiros pela polícia nigeriana e do governo estadual de Lagos.

A saída forçada ocorreu durante a madrugada. Muitos estão desabrigados.

Direito internacional

A perita enviou uma carta ao governo da Nigéria para obter mais informações sobre os métodos empregados e se eles respeitam o direito internacional. Ela também quer saber se a comunidade recebeu uma notificação da ação de remoção.

Uma outra pergunta foi se o governo ofereceu alternativa de moradia.

Segundo Farha, a lei internacional é clara: a população afetada tem que ser consultada e um plano de reassentamento deve ser apresentado. A perita lembrou que a construção de um lar leva muitos anos assim como uma comunidade e um sentido de confiança no governo. Mas tudo isso pode se perder em apenas alguns dias.

 

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