Banco Mundial reafirma apoio à transição política da Tunísia
BR

28 março 2016

Jim Yong Kim visita o país ao lado do secretário-geral da ONU; economia sofreu impactos dos ataques terroristas e presidente do órgão sugere que foco seja criação de empregos; governo precisa implementar reformas.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O presidente do Banco Mundial reafirmou nesta segunda-feira seu forte apoio à Tunísia, no momento de “transição histórica”. Jim Yong Kim está na capital Tunis e afirmou que o país segue para uma fase mais estável nesta era pós-revolução.

Kim está visitando a Tunísia ao lado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O presidente do Banco Mundial defende que o foco seja a criação de empregos.

Liderança

Ele declarou que “a economia da Tunísia entrou em recessão devido aos ataques terroristas, mas tem instituições fortes e um histórico de crescimento”. Kim mencionou também a “sociedade civil vibrante, fatores que geram confiança sobre a recuperação” do país.

Mas para isso, o governo precisa primeiro implementar as reformas e o Banco Mundial está pronto para ajudar e apoiar a liderança nacional no combate aos desafios econômicos e na criação de empregos, especialmente para os jovens.

PIB

A insegurança no país e a queda no número de turistas fizeram com que a economia do país fosse prejudicada nos últimos meses. O Produto Interno Bruto, PIB, caiu 10% no ano passado, na comparação com 2014. O total de turistas e o investimento estrangeiro diminuíram um terço. Ao mesmo tempo, dois entre cinco jovens com menos de 30 anos estão sem trabalho.

A visita à Tunísia é a última parada de Jim Yong Kim e Ban Ki-moon, que nos últimos cinco dias, estiveram também no Líbano, no Iraque e na Jordânia. O presidente do Banco Mundial destacou ainda que o país precisa reforçar seu “contrato social com a população, melhorar os serviços públicos e trabalhar pelo crescimento econômico e justiça social”.

Reformar o sistema bancário é considerado essencial para Kim e o Banco Mundial está trabalhando com o governo da Tunísia em uma parceria para criar oportunidades aos jovens e para apoiar o setor privado.

A meta do Banco Mundial é emprestar à Tunísia US$ 5 bilhões durante cinco anos. Além disso, uma outra parceria entre Nações Unidas e Banco Islâmico do Desenvolvimento que promove a estabilidade e na região do Oriente Médio e norte da África tem o custo de US$ 20 bilhões e irá beneficiar vários países, incluindo a Tunísia.

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