ONU quer investigação de ataque "mais mortífero" em meses no Iémen

29 fevereiro 2016

Pelo menos 32 civis teriam morrido  em "suposto ataque aéreo" contra um mercado de Sanaa; secretário-geral cita proibição pelas leis internacionais  de ataques a populações e alvos civis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma investigação rápida e imparcial de um "aparente ataque aéreo", que este sábado atingiu o mercado de Khaleq na capital iemenita Sanaa. Pelo menos 32 civis perderam a vida no incidente.

Cerca de 41 pessoas ficaram feridos no ato, que é destacado pelo chefe da ONU por ter registado um número de mortos que está "entre os maiores num único bombardeamento desde setembro de 2015".

Acusações

Agências de notícias informaram que ainda não há clareza sobre o responsável pelo ataque, mas mencionam acusações feitas pelos rebeldes Houthis que responsabilizam a coligação liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo.

Estima-se que 6 mil pessoas tenham morrido no conflito iemenita desde o início da ofensiva contra os insurgentes em março de 2015.

Hostilidades

Em nota, Ban Ki-moon disse estar preocupado com os contínuos ataques aéreos intensos e os combates no terreno apesar dos seus repetidos apelos para a cessação das hostilidades.

O chefe da ONU condenou com veemência o ato e expressa condolências às famílias das vítimas.

Ataques a Civis

A todas as partes do conflito, Ban recorda a necessidade de respeitar as suas obrigações de leis internacionais humanitárias e sobre os direitos humanos que proíbem ataques aos civis e aos alvos não militares, que incluem mercados populosos.

O secretário-geral destaca que tais ataques são considerados "graves violações do direito humanitário internacional".

Ban reitera o seu apelo a todas as partes em conflito para se envolvam de boa-fé com seu enviado especial, que cheguem a acordo de cessação das hostilidades o mais rápido possível e convoquem uma nova ronda de negociações de paz.

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