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Adultos na Europa consomem o equivalente a 9,2 litros de álcool puro por ano

Um homem embriagado dorme em um banco verde de um parque em Moscou, usando um travesseiro azul como apoio, com uma lata vazia no chão próximo a ele.
OMS/Sergey Volkov Um homem embriagado está dormindo em um banco de um parque

Adultos na Europa consomem o equivalente a 9,2 litros de álcool puro por ano

Saúde

Região têm o maior consumo de álcool per capita do mundo, com dois em cada três adultos ingerindo a substância; consequências incluem doenças e lesões cardiovasculares, cânceres e cirrose hepática, além de violência doméstica, ferimentos, acidentes e problemas de saúde mental. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou nesta quinta-feira que houve pouco ou nenhum progresso na redução do consumo de álcool e seus danos na Europa. Todos os dias, cerca de 2,2 mil pessoas morrem de causas relacionadas ao álcool na região.

Os dados mais recentes disponíveis, que abrangem 53 Estados-membros, indicam que a Europa e a Ásia Central têm o maior consumo de álcool per capita do mundo.

Transtornos e dependência

O conselheiro especial do Diretor Regional da OMS para a Europa sobre Doenças Não Transmissíveis e Inovação, Gauden Galea, disse que “os danos do álcool podem ser arrasadores para a saúde e o bem-estar”.

Segundo ele, os impactos “vão muito além da pessoa que bebe, incluindo violência doméstica, ferimentos, acidentes, rompimentos familiares e saúde mental”. O especialista defende que os países se esforcem mais para implementar políticas eficazes na redução do consumo de álcool.

A OMS afirma que em 2019, uma média de dois em cada três adultos consumia álcool na região europeia. Estima-se que um em cada 10 adultos tenha um transtorno de uso de álcool e quase um em cada 20 vive com dependência.

Apesar dessas estatísticas alarmantes, apenas 12 dos 53 países da Região fizeram progressos significativos em direção a uma redução de 10% no consumo de álcool desde 2010, em conformidade com as metas acordadas do quadro global de monitoramento da OMS e do quadro europeu de ação sobre álcool para 2022–2025.

Fileiras de garrafas de vinho com tampas pretas e douradas estão expostas nas prateleiras de uma loja.
OMS/Alex Plonsky Garrafas de vinho na prateleira do supermercado

Recomendações de políticas públicas

Embora a Região Europeia da OMS como um todo pareça estar no caminho certo para atingir a meta, isso se deve principalmente a reduções substanciais no consumo de álcool em alguns dos países mais populosos, como Rússia, Turquia e Ucrânia.

Nessas nações foram adotadas medidas para aumentar os impostos especiais de consumo de álcool e limitar a disponibilidade do produto. Nos países da União Europeia, no entanto, não houve mudanças significativas nos níveis de consumo de álcool por mais de uma década.

A conselheira regional da agência sobre Álcool, Drogas Ilícitas e Saúde Prisional, Carina Ferreira-Borges, enfatizou que os altos níveis de consumo de álcool estão causando “centenas de milhares de doenças e lesões cardiovasculares, cânceres e cirrose hepática".

Algumas das recomendações da OMS são aumentar os impostos especiais de consumo sobre bebidas alcoólicas, implementar restrições amplas à comercialização do produto e reduzir sua disponibilidade.