OIM apoia sobreviventes de caminhão encontrado com 64 mortos em Moçambique
BR

25 março 2020

Dezenas de etíopes foram asfixiados em camião de carga que seguia para a África do sul; grupo hospitalizado recebe tratamento para desidratação, exaustão e trauma grave.

A Organização Internacional para Migração, OIM, coordena com as autoridades de Moçambique como oferecer ajuda imediata aos sobreviventes encontrados em veículo de carga onde morreram 64 etíopes asfixiados.

As catorze pessoas recebem tratamento no maior hospital na província central de Tete para desidratação e exaustão grave. De acordo com a agência, o grupo também recebe alimentos e roupas.

Traumatizados

O contêiner era transportado em um caminhão quando foi interpelado num posto de controle na terça-feira. Os sobreviventes estão “profundamente traumatizados”, de acordo com os relatos.

O Serviço Nacional de Migração de Moçambique, Senami, também informou aos funcionários da OIM que o motorista do veículo, de nacionalidade moçambicana, está sob custódia.

Os etíopes viajavam sem documentos para a África do Sul. A província moçambicana de Tete está situada a 4.000 km a sul da capital etíope, Adis Abeba, e a 1.400 km a norte da cidade sul-africana de Pretória.

Moçambique faz parte da chamada Rota do Sul, uma via migratória usada com frequência por migrantes do extremo leste da África para o território sul-africano em busca de oportunidades econômicas, proteção e educação.

Retorno

A agência da ONU disse ter apoiado mais de 400 etíopes no retorno ao seu país de forma voluntária desde 2018.

A África do Sul abriga cerca de 4,2 milhões de migrantes e 290 mil candidatos a asilo e refugiados. Os principais países de origem são Zimbábue, Somália, Maláui, República Democrática do Congo e Etiópia. O Projeto de Migrantes Desaparecidos da OIM registrou pelo menos 70 migrantes mortos em estradas moçambicanas, por motivos incluindo acidentes nos últimos cinco anos. A maioria era etíope com destino à África do Sul.

 

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