Michel Temer fala de legado: “tese reformista é algo que eu quero deixar para o Brasil”
BR

25 setembro 2018

Declarações foram feitas a menos de duas semanas da eleição do novo presidente; em conversa com a ONU News, em Nova Iorque, líder brasileiro defendeu pacificação em mundo de “grandes distúrbios”. 

O presidente do Brasil, Michel Temer, disse esta terça-feira que a introdução de reformas no Brasil será seu principal legado. O chefe de Estado brasileiro falava à ONU News, em Nova Iorque, a duas semanas das eleições presidenciais no país.

Presidente do Brasil, Michel Temer, com secretário-geral da ONU, António Guterres. , by Foto ONU/Rick Bajornas

“Para o Brasil, eu espero deixar as reformas que eu empreendi. Só lhe dou brevíssimos exemplos. Nós partimos de uma concepção muito trivial, que é você não pode gastar mais daquilo que ganha. Na sua casa e no Estado. Portanto, nós estabelecemos um teto para os gastos públicos para eliminar o déficit público, que vem caindo ano a ano desde que eu saí do governo.” 

Refugiados

Michel Temer destacou que, no plano internacional, confrontou a tendência de isolamento de países e impulsionou a promoção da diplomacia em vários campos.

Michel Temer abordou ainda a recepção de refugiados em território brasileiro como uma grande marca do país, que abriga mais de 32 mil candidatos a asilo da Venezuela. Segundo as Nações Unidas, cerca de 25 mil estão legalmente autorizados a permanecer no país por terem trabalho ou residência.

Pacificação

A contribuição brasileira nas operações de paz da ONU envolve mais de 1,2 mil militares, especialistas e forças policiais. Temer disse que a pacificação é ainda um desafio no mundo e também aí deixou sua contribuição.

“Primeiro, evitar o isolacionismo. Em segundo lugar, fazer cada vez mais uma diplomacia. Não só a diplomacia internacional, mas uma diplomacia parlamentar até diplomacia de negócios. Você sabe que, quanto mais os Estados negociam entre si, quanto mais trocam produtos na área comercial, na área agrícola, na área industrial, isto também é uma espécie de diplomacia porque aproxima os Estados. Então, num momento em que o mundo vive grandes distúrbios e países, às vezes, distúrbios internos, o que eu preguei é o seguinte, vamos tentar pacificar.”  

O presidente mencionou ainda a liderança brasileira na questão das alterações climáticas e o contributo ao Pacto Global sobre Migração Ordenada, Segura e Regular, que deve ser assinado em dezembro em Marraquexe, Marrocos.

 

 

 

 

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