Catarina de Albuquerque revela teor de recado para líderes globais

Catarina de Albuquerque revela teor de recado para líderes globais

Nesta terça-feira, relatora da ONU discute metas para Água e Saneamento na agenda de desenvolvimento global; Angola, Brasil e Moçambique destacados como exemplos para ter em conta em ações para inclusão dos mais vulneráveis.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A relatora independente especial da ONU para Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, disse que no seu recado para os líderes mundiais deve repisar a necessidade de acesso dos mais vulneráveis. Ela participa, nesta terça-feira, na abertura da Cimeira da Água de Budapeste.

Em entrevista à Rádio ONU, da capital húngara, a especialista disse que o pedido de maior inclusão, deve dominar a sua intervenção no evento, realizado sob o  tema “O Papel da Água e Saneamento na Agenda de Desenvolvimento Sustentável Global.”

Marginalizados

“Não pensem que ao estar a investir na classe média, por exemplo, ou em centros urbanos ricos, por milagre, o progresso vai chegar aos mais pobres, porque não vai. São precisas ações deliberadas e destinadas a beneficiar aos mais vulneráveis, aos mais marginalizados e aos mais excluídos. Só assim é que teremos o desenvolvimento”, revelou.

O evento, que decorre até esta sexta-feira conta com  a presença do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, chefes de agências da organização e a presidente da Comissão Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma.

Investimentos

A especialista portuguesa falou de constrangimentos nos países lusófonos, tendo destacado a sua missão a ser levada a cabo recentemente no Brasil.

“Vou fazer uma missão ao país daqui a dois meses. Mas, não só para o Brasil, como para outros países - em que têm sido feitos muitos investimentos -  estou a pensar em Moçambique ou mesmo em Angola. Há uma série de investimentos que estão a ser feitos que chegam às populações que estão mais fáceis, ou que estão muito mais à mão de semear como costumamos a dizer. Muitas vezes o progresso não chega às zonas rurais ou áreas mais longínquas, que pertencem às minorias e que estão em situação de particular vulnerabilidade”, destacou.

Além de discutir a agenda global, o evento assinala o Ano Internacional da Cooperação da Água , que envolve a Organização da Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco.