Proposta inspirada em timorenses no plano sobre metas pós-2015

Proposta inspirada em timorenses no plano sobre metas pós-2015

A declaração foi prestada à Rádio ONU pela ministra das Finanças de Timor-Leste; aposta do país é consolidar ganhos económicos com foco na igualdade e no desenvolvimento inclusivo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU da Rádio ONU em Nova Iorque.

A realidade timorense inspirou a proposta do "desenvolvimento baseado na paz e na boa governação", que consta no plano da ONU a ser  implementado após o fim do prazo de cumprimento das Metas do Milénio.

A revelação foi feita à Rádio ONU pela ministra das Finanças do país, Emília Pires, que integrou o painel das 26 figuras proeminentes que aconselharam o Secretário-Geral sobre a próxima agenda global.

Transparência

“As condições incluem a paz e as instituições recetivas e que respondam às necessidades do povo. Sem isso, os países não vão conseguir atingir essas metas. Esta mensagem está incluída no relatório do Painel de Alto nível de Ban Ki-moon, do qual fiz parte. E aí constam nas metas  10 e 11. Uma trata de como atingir sociedades pacíficas e a outra de como criar instituições de boa governação transparentes e efetivas”, disse.

A estabilidade aliada ao crescimento é, para a governante, o que deve mover a próxima etapa da economia do país de língua portuguesa. Timor-Leste regista taxas de crescimento de dois dígitos e as autoridades preveem uma taxa de crescimento de 16,5% para este ano e 14,0%  para 2014.

Crescimento

“Economicamente está a andar bem, no sentido de termos tido um crescimento alto. Temos a paz durante quase oitos anos, desde 2008, ou podemos contar até desde 2006. Agora, estamos na discussão sobre como assegurar que esse crescimento seja inclusivo ou possa abranger todo o país. A primeira fase foi de injetar o dinheiro na economia para que esta se podesse mover. Agora que se está movendo, queremos focar na igualdade e na inclusividade para todos os cidadãos”, disse.

Além de Emília Pires, o grupo teve como integrantes lusófonos a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e a ativista moçambicana de direitos humanos, Graça Machel.