Reportagem: O Papel da Sociedade Civil na Rio + 20

2 dezembro 2011

Representantes das Nações Unidas, do governo brasileiro e de ONGS discutiram no Rio de Janeiro a importância de levar à sociedade informações sobre a conferência; lançado em português o site oficial do evento.

Julia Mandil, no Rio de Janeiro &  Leda Letra, em Nova York, para a Rádio ONU.*

Foi lançada na segunda-feira, no Rio de Janeiro, a campanha “Rio + 20: O Futuro que Queremos”. O evento, no Palácio do Itamaraty, contou com a presença do subsecretário-geral de Informação Pública da ONU. Kiyo Akasaka ressaltou que a campanha oferece uma chance para a população dizer que futuro busca em relação ao desenvolvimento sustentável.

Akasaka também afirmou que é preciso mais seriedade por parte dos países em relação aos compromissos sobre o clima. Já o secretário-geral da Rio + 20, Sha Zukang, pediu maior mobilização da sociedade e da imprensa, para incentivar os líderes políticos a garantir o sucesso da conferência.

Mídias Sociais

A Rio + 20 acontece em junho de 2012. No evento, serão avaliados os progressos feitos desde a ECO-92, que também ocorreu no Rio de Janeiro. O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil lembrou que há 20 anos, a reunião foi fundamental para definir a agenda sobre os temas ambientais. Giancarlo Summa destacou que a diferença agora é que a sociedade civil conta com uma ferramenta poderosa de participação: a internet.

“Não houve essa interação. Inclusive porque em 1992 não havia internet, não havia celulares. Era outro mundo. Hoje é tudo muito mais rápido, mais interativo. A mídia social, como o twitter, será fundamental. É importante que a sociedade civil em cada país faça pressão sobre os seus próprios governos para que participem. E para que depois, essa pressão também possa ajudar a superar os obstáculos, as dificuldades que existem ainda, para que se chegue a um acordo, um documento, uma nova agenda para os próximos 20 anos”.

Engajamento

Representando o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Tovar da Silva Nunes afirmou que conferência sobre o desenvolvimento sustentável será inclusiva e contou sobre o engajamento da sociedade civil por meio da Comissão Nacional da Rio + 20.

"Nessa comissão, sentam 14 representantes de segmentos variados da sociedade civil organizada do Brasil e esses representantes então se manifestam. Além disso, a Secretaria-Geral da Presidência da República está também engajada em extrair da sociedade civil, interagir com a sociedade civil para a Rio + 20.”

Site em Português

Já o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez um balanço positivo sobre as mudanças que a cidade passou nos últimos 20 anos.

“A cidade não vai ter a vergonha de fazer uma conferência com o aterro de Gramacho. Para o Rio de Janeiro sediar a Rio + 20 ainda com o aterro de Gramacho, com um passivo ambiental como este, seria uma vergonha, poluindo a imagem da Baía de Guanabara. Vamos poder fazer (a conferência) sem isso, com um centro de tratamento de resíduos de muita qualidade. E (a cidade) ampliou muito o seu reflorestamento; conseguiu conter a expansão e a ocupação desordenada do solo; a pobreza no Brasil e obviamente no Rio diminuiu. Então é de fato, um outro Brasil que se chega aqui com a Rio + 20”.

O Centro de Informação da ONU no Brasil, Unic – Rio, lançou também o site oficial da Rio + 20. Todas as informações sobre a conferência, em português, podem ser encontradas no endereço www.rio20.info

*Reportagem: Diego Blanco e Gustavo Barreto, Unic Rio.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

Fotos: Pieter Zalis.

 

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