PMA pede US$ 8 milhões para cheias em Moçambique (Português para a África)

PMA pede US$ 8 milhões para cheias em Moçambique (Português para a África)

Pelo menos nove pessoas morreram e 290 mil foram afectadas, segundo Centro Nacional Operativo de Emergência.

Arão Dava, da Rádio ONU em Maputo*

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, necessita de cerca de US$ 8 milhões para responder às necessidades das vítimas das cheias que assolam a região centro de Moçambique.

Desde o princípio do ano, pelo menos nove pessoas morreram e 290 mil foram afectadas pelas cheias, segundo dados do Centro Nacional Operativo de Emergência do país.

Previsão

De acordo com o PMA, o mapa das inundações na região centro mostra que o desastre pode atingir o pior cenário e a estação das chuvas só deverá terminar em Março.

O oficial de programas do PMA, Jerónimo Tovela, disse à Rádio ONU, em Maputo, que a agência está preparada para o pior.

"Nós estamos a trabalhar tentando cobrir cerca de 290 mil pessoas. Há esta variação de números, às vezes reportam-se mais famílias a chegar ou a sair. Pensamos que ainda estamos em situação de fazer uma cobertura de 100%", disse.

Tovela afirma que para responder às necessidades das vítimas, terá que suspender outros programas que vinha desenvolvendo.

"Quando dizemos que temos capacidade para responder, na totalidade, às pessoas em necessidade, até ao final do período, estamos a pegar produtos de outros programas que temos como, por exemplo, o lanche escolar. Se não tivermos mais apoios a entrar no país, poderemos ter ruptura de estoques nesses outros programas", disse.

Ajuda alimentar

O programa já beneficiou mais de 120 mil pessoas com assistência alimentar, incluindo farinha de milho, feijão e óleo de cozinha.

Calcula-se também que tenham sido destruídas 117 mil hectares de culturas diversas."

Apresentação: Helder Gomes