Programa para África quer acelerar combate às DTNs em 47 países

22 abril 2017

Espen trabalha com a Organização Mundial da Saúde em nações de língua portuguesa; controlo da cegueira dos rios é prioridade para Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.

Eleutério Guevane e Edgard Jr, ONU News em Genebra.*

Centenas de cientistas, doadores e representantes de governos e ONGs discutiram até este sábado como devolver a esperança a milhões de pessoas em risco de contrair doenças tropicais negligenciadas.

Uma em cada sete pessoas é afetada pelo grupo de infeções, que segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, não tem recebido a atenção merecida.

Tratamento

África regista 40% dos casos e é onde atua o Programa Especial para a Eliminação das chamadas DTNs, com a sigla Espen. A representante da iniciativa revelou que a aposta é apoiar estudos e o tratamento com a quimioterapia de prevenção, além controlar doenças como a oncocercose, a camada cegueira dos rios, até 2020.

Maria Polo Rebollo disse haver vários países lusófonos na região como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial com “desafios distintos”

A responsável destacou que há relação destas infeções com a redução da pobreza, e o aumento da produtividade e qualidade de vida nos afetados. As ações de combate envolvem milhões de dólares.

Parte continental

Para ela, uma maior intervenção seria necessária em África, na parte continental, para demonstrar se ainda há cegueira dos rios, ou se o vetor já foi eliminado e não haverá a necessidade de tratamento.

Com o Espen, o Escritório Regional da OMS em África acompanha 47 países do continente que avançaram no combate à doença com maior ação comunitária usando remédios como a ivermectina.

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Maria Polo Rebollo mencionou desafios em países como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.

Nos próximos quatro anos, a Espen quer ajudar a manter ganhos obtidos nas últimas décadas e controlar a cegueira dos rios de forma sustentada. Uma das estratégias é apoiar o tratamento em massa para doenças como a elefantíase.A Conferência de Doenças Negligenciadas de Genebra fica marcada pela doação de mais de US$ 800 milhões para tratar as DNTs. Companhias farmacêuticas, filantropos e ONGs concordaram com a prioridade para 10 infeções que se pretendem eliminar até 2020.

*Em cooperação com o Escritório da OMS em África.

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