Sem antirretrovirais, pacientes de HIV enfrentam risco de vida na Líbia

3 janeiro 2017

Mais de 6,3 mil pessoas foram tratadas com antirretrovirais no país em 2016; falta de remédios fez surgir protestos para exigir ação imediata do Ministério da Saúde; OMS quer US$ 1,2 milhão para fornecer medicamentos em um ano.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que um dos seus focos na Líbia é planear, controlar e prestar serviços de saúde aos pacientes com HIV “defendendo o acesso universal ao tratamento e aos cuidados”.

A agência alertou que a prevalência do vírus da Sida tem aumentado desde o início das hostilidades em 2011 no país, onde ocorreu “um colapso geral nos serviços de saúde”. A situação incluiu a interrupção da compra e distribuição de medicamentos.

Protestos

Para a OMS, a grave falta de antirretrovirais ameaça a vida de vários pacientes e já levou a protestos para exigir ação imediata do Ministério da Saúde para resolver o problema. Em 2016, a Líbia tinha registado 6.330 pacientes de HIV.

Durante o período, 10 adolescentes de idades de 18 e 19 anos, morreram devido à falta de tratamento específico do vírus da Sida.

Os pacientes reduziram o regime de medicação, o que motiva a resistência à primeira linha dos antirretrovirais. Com a situação, os infetados chegam a estágios mais avançados da doença e aumenta a mortalidade.

Compra 

A OMS disse ter respondido a um pedido do Ministério da Saúde da Líbia com a compra e a distribuição de antirretrovirais. Em finais de dezembro, a cidade de Bengazi, no leste, recebeu remédios para 450 doentes durante três meses.

A agência colabora com as autoridades da Saúde para criar e executar avaliações de vigilância e do sistema de saúde, especialmente de programas para garantir a segurança do sangue.

A meta é capacitar atividades relacionadas ao HIV que foram interrompidas no início das hostilidades.

Fornecimento

Entre os obstáculos para uma maior eficácia dos programas de prevenção do HIV estão barreiras culturais e a estigmatização.

A agência precisa de  US$ 1,2 milhão de doadores para garantir um fornecimento regular de medicamentos antirretrovirais por um ano.

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