Centros financeiros "offshore" receberam US$ 221 mil milhões em 2015

3 maio 2016

Brasil entre os países de origem de grande parte dos fluxos de investimento para ilhas Virgens e ilhas Caimãs em quatro anos; Uctad destaca retirada de valores do Luxemburgo e dos Países Baixos no último trimestre do ano passado.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A fragilidade do fluxo de investimento para centros financeiros no exterior aumentou de forma significativa em 2015, segundo um relatório das Nações Unidas.

Cerca de US$ 221 mil milhões entraram em países com um baixo nível de impostos no ano passado, principalmente no Luxemburgo e nos Países Baixos.

Paraísos Fiscais

O estudo da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, Unctad, destaca que  US$ 72 mil milhões em investimentos entraram nas ilhas Virgens e nas ilhas Caimãs, nas Caraíbas.

Mas foram retiradas somas do Luxemburgo e dos Países Baixos, no último trimestre de 2015, após a adoção de novas regras da União Europeia para desencorajar práticas fiscais abusivas.

Brasil, Hong Kong, Estados Unidos, Rússia e China são pontos de origem de 65% dos fluxos de investimento para as ilhas Virgens e as ilhas Caimãs no período entre 2010 e 2014.

Maior Coerência

O estudo revela que a continuação dos fluxos financeiros canalizados através de mecanismos financeiros "offshore"  mostra que é preciso uma maior coerência entre as políticas fiscais e de investimento a nível global.

Para a Unctad, a melhor gestão da interação entre investimento internacional e políticas nacionais de impostos ajudaria a evitar o conflito entre os dois regimes e a torná-los complementares de apoio.

A agência considera que os efeitos da medida seriam positivos para que o investimento que ultrapassa os limites das fronteiras seja produtivo.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

 

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